Jornalistas afegãos são presos e torturados pelo Talibã AFP

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Foto: AFP

O Talibã prendeu e torturou jornalistas afegãos que cobriam um protesto de mulheres. Pouco antes, o grupo havia declarado que iria defender a liberdade de imprensa.

As vítimas são o fotógrafo Nematullah Naqd e o repórter Taqi Daryabi, funcionários do jornal Etilaat Roz. A dupla cobria uma manifestação na terça-feira, 7, na qual mulheres protestavam contra o anúncio do Talibã do governo interino, que é formado apenas por homens.

Os profissionais relataram que foram agredidos com cassetetes, cabos elétricos e açoites. Depois das agressões, foram colocados em uma cela junto com outros prisioneiros.

Segundo o relato do fotógrafo Nematullah Naqd, ele foi abordado enquanto tirava fotos por membros do Talibã, que disseram que ele não poderia captar as imagens. Em seguida, tentaram confiscar seu equipamento, que foi repassado para uma pessoa na multidão. Ele então foi levado para a delegacia, onde já estava seu colega.

Desde a tomada do poder no Afeganistão pelo Talibã, veículos de imprensa relatam ataques. Muitos tentam retirar seus profissionais do país. Em agosto, o grupo extremista assassinou um familiar de um repórter da DW.

Jornais como The Wall Street Journal, New York Times e Washington Post fizeram um pedido público ao governo do presidente norte-americano Joe Biden para resgatar seus funcionários do Afeganistão.

Segundo o NYT, 128 profissionais foram retirados do Afeganistão. Dentre os funcionários do Washington Post, 13 foram retirados, incluindo dois afegãos que foram enviados ao Catar junto com seus familiares. O The Wall Street Journal e a Fox News também evacuaram com êxito seus trabalhadores.

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