“Distantes, mas não sozinhos”: cerimônia de Abertura das Olimpíadas de Tóquio foca em ‘mais um recomeço’

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foto:Instagram / @jogosolímpicos

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 começaram oficialmente. Sem público e com um ano de atraso devido à pandemia, aconteceu na manhã desta sexta-feira (23/7) a cerimônia de abertura da Olimpíada. Em uma cerimônia com autoridades e marcada pelas regras contra à Covid-19, com 68.000 assentos vazios no estádio olímpico da capital japonesa, o Brasil desfilou apenas com quatro representantes.

Bruninho, do vôlei, e Ketleyn Quadros, do judô, foram os porta-bandeiras do país no evento, que permitiu excepcionalmente neste ano uma dupla carregando o símbolo de cada nação.As restrições implicam numa participação bem menor de atletas, que terão, no caso brasileiro, dois esportistas representando 301 pessoas.

Apesar das competições já terem começado, com vitórias brasileiras no futebol feminino e masculino, este 23 de julho marca o início oficial da Olimpíada. Depois da cerimônia, que é o único evento na manhã brasileira, à noite tem as estreias do time de vôlei e handebol masculino, além de eventos com presença de brasileiros na esgrima, tênis de mesa, vôlei de praia, ginástica artística, judô, tênis e boxe. As primeiras medalhas de Tóquio 2020 serão distribuídas também hoje, nas finais do tiro de carabina e ciclismo de estrada, mas sem chances de pódio para o Brasil.

HISTÓRICA

A Cerimônia de Abertura começou com uma referência à preparação isolada dos atletas durante o período mais restrito de isolamento social e à incerteza sobre a realização da competição. “Distantes, mas não sozinhos” foi o tema que abriu as coreografias, que teve como protagonista Arisa Tsubata, atleta japonesa de boxe que não conseguiu se classificar para os Jogos devido ao cancelamento das seletivas por causa da pandemia. Ela apareceu correndo sozinha em uma esteira.

Depois de mostrar a resiliência típica do esportista, o anfitrião das Olimpíadas dedicou um momento de homenagens às vítimas da covid-19 e aos atletas Israelenses que sofreram um atentado nas Olimpíadas de Munique em 1972. O minuto de silêncio evidenciou o momento delicado que também perpassa pelo esporte.

Depois a festa ganhou vez. A cerimônia fez um passeio pela história do Japão, celebrando as tradições e a cultura do país. Os Aros Olímpicos surgiram em meio a dançarinos vestidos em homenagem aos bombeiros voluntários japoneses, uma tradição de séculos do país. A coreografia se alternou com vídeos, um deles fez um paralelo entre os movimentos dos atletas aos de músicos de uma orquestra, apresentando como a arte e o esporte podem encantar e emocionar.

O desfile das delegações dos países seguiram a ordem alfabética do alfabeto japonês. O Brasil foi o 151º a entrar no Estádio Olímpico

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