Lucas Pinheiro leva 1° ouro do Brasil na Olimpíada de Inverno

Por Redação
3 Min

A epopeia do Brasil em sua primeira medalha olímpica de inverno foi escrita na pitoresca cidade de Bormio, localizada nos Alpes italianos, perto da fronteira com a Suíça. Neste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen fez história ao conquistar a medalha de ouro na prova de slalom gigante durante os Jogos de Milão e Cortina.

A prova de slalom gigante conta com duas descidas em um percurso que possui mastros cravados na neve, conhecidos como “portas”, organizados a uma distância média de 25 metros entre si. O objetivo do esquiador é transitar entre essas portas, e quem conseguir a menor soma de tempo é declarado vencedor.

Lucas, que nasceu em Oslo, Noruega, mas é filho de uma brasileira, finalizou suas descidas em 2 minutos e 25 segundos, superando o atleta suíço Marco Odermatt, que conquistou a prata com um tempo 58 centésimos superior. O bronze foi novamente para a Suíça, com Loic Meillard na terceira posição.

No início da competição, Lucas lançou-se ao liderar a primeira descida com um tempo de 1 minuto e 13 segundos e 92 centésimos. Apesar de ter registrado apenas o 11º melhor tempo na segunda descida, ao completar em 1 minuto e 11 segundos e 8 centésimos, sua performance foi suficiente para assegurar a liderança diante dos suíços Odermatt e Meillard.

Trajetória

Aos 25 anos, Lucas competiu pelo time da Noruega até 2023, quando anunciou sua aposentadoria do esporte. Ele integrou a equipe na Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, porém não completou as provas que disputou. No entanto, em 2024, Lucas reviu sua decisão e decidiu enveredar por sua verdadeira origem, representando o Brasil. No ano seguinte, fez história ao garantir pódios significativos em etapas da Copa do Mundo de esqui alpino, culminando na inédita medalha de ouro em Bormio.

Antes da conquista de Lucas, o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno era creditado à Isabel Clark, que alcançou a 9ª posição no snowboard cross durante os Jogos de Turim, há duas décadas.

Outro competidor na prova deste sábado foi Giovanni Ongaro, nascido em Clusone, Itália, filho de mãe brasileira. Ele completou a competição em 2 minutos e 34 segundos, terminando na 31ª posição.

Brasil nos Jogos

O ouro conquistado neste sábado pode ser apenas o início para o Brasil nos Jogos de Milão-Cortina. Na próxima segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília), ocorrerá a prova de slalom, que é uma versão semelhante ao gigante, mas com a distância entre as portas reduzida para cerca de 13 metros. Além de Lucas e Giovanni, o Brasil contará com a presença do carioca Chrisitan Soevik, que também é filho de pai norueguês e mãe brasileira.

Com informações da Agência Brasil.

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