Fifa rejeita boicote à Copa nos EUA e defende prêmio a Trump

Por Redação
2 Min

Em meio à turbulência política nos Estados Unidos, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, rejeitou os pedidos por um boicote à Copa do Mundo no país e manifestou apoio ao ex-presidente Donald Trump. Em uma entrevista concedida nesta segunda-feira (2) à Sky News, ele afirmou que Trump “merece” receber o prêmio da paz, que foi concedido durante o sorteio do Mundial realizado em Washington, em dezembro do ano passado.

“Devemos fazer tudo o que pudermos para ajudar a paz no mundo”, declarou Infantino. Ao longo das últimas edições do torneio, a Fifa tornou-se conhecida por reconhecer pessoas que, segundo a entidade, contribuíram para esses objetivos. Esta postura levou a críticas significativas, especialmente considerando as ações e declarações de Trump no cenário internacional e o clima de tensão interna nos EUA, marcado por protestos em várias cidades relacionados à sua política de imigração.

Apesar das contestações, Infantino manteve a defesa do país como sede do torneio e argumentou que a paixão pelo futebol não deve ser alvo de boicotes. “Em um mundo dividido e agressivo, precisamos de ocasiões em que as pessoas possam se apropriar dessa paixão”, enfatizou. Sua posição destaca um contraste marcante com a decisão da Fifa em relação à Rússia, país que foi banido de competições desde a invasão da Ucrânia, em 2022.

Por outro lado, Infantino admitiu a possibilidade de reintegração dos atletas russos no futuro. “Essa proibição não trouxe resultados práticos, apenas criou mais frustração e ódio”, opinou, ao defender que a volta dos atletas russos poderia servir para atenuar tensões. Essa declaração trouxe à tona um debate sobre a distinção das políticas aplicadas pela Fifa a diferentes países e a conexão entre esporte e política nas edições do torneio.

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