Surfistas denunciam ameaças de facções em resgates no RS

Por Redação
2 Min

Não bastando os perigos inerentes de entrar em zonas completamente alagadas, os surfistas que atuam no resgate das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul relatam outra dificuldade: a atuação de facções criminosas. Segundo o relato de Pedro Scooby, esses grupos têm ameaçado o trabalho de socorristas e voluntários e dificultado a retirada de pessoas de áreas atingidas.

O grupo de surfistas de onda grandes, que está desde domingo no Rio Grande do Sul desbravando as águas com jet-skis em busca de pessoas e animais que ficaram presos nas enchentes, conta que muitos socorristas relataram tentativas de assaltos, além de precisarem de escolta policial para cumprir algumas missões.

– O primeiro dia foi um grande problema. Falavam de assaltos em jet-skis. Não conseguíamos resgatar pessoas porque estavam sob domínio das facções. Isso não está sendo falado na mídia. Bairro que falavam: “Não vai para lá, que voltarão sem jet-ski”. Momentos que queriam tirar as famílias. Tivemos que recorrer à polícia, bote da Polícia Federal, Civil – conta Scooby.

Nesta sexta-feira (10), Scooby postou em suas redes sociais uma foto ao lado de um policial após entrar com escolta em uma escola da Região Metropolitana para mais um resgate. “Obrigado por todo apoio desde que chegamos aqui. A equipe dele (delegado Lacerda) que nos deu apoio ao entrar em uma das escolas que estava tomada pela facção”, escreveu.

Na quarta-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciou o reforço no policiamento ostensivo, com a chegada da Força Nacional ao estado. O secretário da Segurança, Sandro Caron, afirmou que o foco das autoridades é tanto o combate a saques nas ruas quanto a atuação nos locais de acolhimento. No total, 54 pessoas já foram presas desde o início das operações de socorro aos atingidos pelas enchentes.

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