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Nova onda de talentos recoloca nordeste no mapa do pôquer brasileiro

Depois da Lampions League virar referência entre os torneios regionais de futebol do Brasil e de Fortaleza e CSA se juntarem a Bahia e Ceará na divisão de elite do Brasileirão, agora é a vez do pôquer recolocar o Nordeste no mapa. Coube a Alen Fillipi o papel de protagonista nessa nova onda que tem levado a região a um patamar mais alto no cenário brasileiro. Campeão Nordestino em 2018, o alagoano estabeleceu como meta terminar 2019 entre os 30 melhores do ranking nacional.

Ele segue os passos de um baiano que virou referência nas mesas de pôquer. Trata-se de Ariel Celestino, cujo apelido é Bahia, que conseguiu a vigésima sétima posição no ranking mundial em 2011. Ele continua na ativa e apresenta mais de R$ 4 milhões em ganhos ao longo da carreira. O efeito da ‘segunda onda’ foi a multiplicação de torneios físicos na região. O Nordeste Poker Series, por exemplo, começou em Recife e teve sua segunda etapa confirmada para Fortaleza no final de maio. A BSOP (Brazilian Series Of Poker) já passou por Salvador nos últimos dias de abril.

Primeiro passo, no entanto, é online

No entanto, ninguém começa a caminhar ou correr atrás dos grandes prêmios oferecidos pelos torneios físicos de jogo antes de engatinhar nas disputas do pôquer online. É através dos sites que os jogadores conseguem sua formação, aprendem as regras básicas, conhecem os truques, participam de torneios virtuais contra adversários de diversas partes do globo, e só depois prestam o ‘vestibular’ testando sua “poker face” nas disputas frente a frente.

Não que não seja impossível ganhar dinheiro de frente a uma tela de computador. Porém, as grandes boladas que são distribuídas na modalidade são reservadas mesmo para as competições presenciais. No começo de 2019, por exemplo, foi realizada nas Bahamas, no Caribe, a competição que contava com o status de campeonato mundial de pôquer. No evento, foram distribuídos US$ 9 milhões (cerca de R$ 35 milhões) em premiações.

Fonte: Pixabay

 

Ainda em processo de desenvolvimento no país, o circuito de pôquer oferece retorno em prêmios bem mais modestos. O Campeonato Brasileiro na versão da BSOP é aquele que apresenta a chance de faturamento mais alto com R$ 500 mil distribuídos entre os melhores do ranking. A listagem é dividida em três categorias.

A temporada de 2019, a décima quarta da associação, tem como líder da categoria geral, a mais importante, Marcelo Simões Mesqueu, que acumulou 2.195 pontos contra 1.778 de Guilherme Trevisan Costa, segundo colocado. Na categoria Omaha, a ponta é de Bruno Gazotto (560 pontos) seguido por Luz Carlos Miranda Dias (450). Na terceira listagem, chamada de Mixed Games, a liderança é de Marcos Rogério de Siqueira (510 pontos) tendo Mesqueu (330) como segundo colocado.

A modalidade mais comum do pôquer online é chamada de Texas Hold´em. Ela é utilizada também nos principais torneios físicos. Consiste na distribuição de duas cartas para cada jogador e na exposição de cinco figuras na mesa. Cada jogador pode utilizar três delas para fazer a melhor combinação possível.  Na Omaha, também bastante utilizada, cada jogador recebe quatro cartas ‘fechadas’. Duas delas devem ser combinadas com três das cinco que estão exibidas na mesa para formar a combinação mais alta. As regras em relação a apostas variam bastante de torneio para torneio. Dessa maneira, o treinamento intenso online acaba sendo essencial antes da participação nessas competições.

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