O mercado financeiro encerrou a semana com diversos acontecimentos impactantes, sendo a Petrobras o destaque negativo. A empresa teve uma queda expressiva de suas ações, chegando a 13% na manhã da última sexta-feira, 8, e encerrando o dia com um derretimento de 10,57%. Essa situação fez o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira B3, cair 1,63% no acumulado dos últimos cinco dias. A Vale, outra gigante do mercado, também enfrentou dificuldades devido à incerteza em relação à sucessão de seu presidente. O ex-comandante da Americanas, Sergio Rial, é um dos nomes cotados para assumir o cargo, juntamente com Walter Schalka, presidente da Suzano, e Gustavo Pimenta, diretor financeiro da Vale. As ações da Vale tiveram uma queda acumulada de 1,4% durante a semana.
A queda da Petrobras foi motivada pela decisão da empresa de não realizar pagamentos extraordinários de dividendos aos acionistas, conforme havia sido indicado pelo presidente Jean Paul Prates em entrevista à agência Bloomberg. Esta decisão decepcionou o mercado, que esperava algum montante adicional. Além disso, o lucro líquido da empresa caiu 33,8% em 2023, chegando a 124,6 bilhões de reais. A reserva do lucro será convertida em dividendos futuramente, com uma redução de 66% nos dividendos não extraordinários.
Por outro lado, a economia recebeu boas notícias com anúncios de investimentos de montadoras estrangeiras no país. A Stellantis divulgou um investimento de 30 bilhões de reais até 2030 em suas operações no Brasil, com foco na transição para carros híbridos e elétricos. Outra montadora, a Toyota, também anunciou investimentos de 11 bilhões de reais até 2023. Estes movimentos refletem o estímulo do governo federal por meio do programa Mover, que incentiva a adoção de energias limpas no setor automotivo.
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Os economistas consultados pelo Banco Central também estão mais otimistas em relação ao futuro econômico do país, com previsões de crescimento do PIB e queda na inflação para 2024. Espera-se um crescimento de 1,77% do PIB e uma inflação de 3,76%, melhorando as projeções anteriores. Esta é a terceira vez consecutiva que as previsões são revistas para cima, indicando uma perspectiva mais positiva para a economia brasileira. Siga o Radar Econômico no Twitter para mais informações.

