ABUSO! Grupo árabe que comprou refinaria na RMS pratica preços maiores na Bahia do que em outros estados

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Posto de Gasolina | Foto:Candeias Mix

O Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia), preocupado com os elevados preços praticados pela Acelen, monopolista regional que adquiriu a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), apresentou na sexta-feira (04/03) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE, uma representação por possível abuso de poder econômico.

“De acordo com os documentos apresentados ao CADE a Acelen vem praticando, na Bahia, preços substancialmente maiores do que os que ela própria pratica para venda a outros Estados, como Alagoas, Maranhão e até mesmo Amazonas. As diferenças em relação à gasolina A chegaram a mais de trinta centavos por litro em fevereiro deste ano e vinte e oito centavos para o óleo diesel S10”, denuncia o Sindicombustíveis Bahia.

“A Acelen, empresa controlada pelo Fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, é a primeira refinaria privatizada da Petrobras. O Governo e a sociedade em geral esperavam que, com a privatização, os preços caíssem. Mas, no caso da Bahia, tem se verificado justamente o contrário”, pontua.

“O Sindicato entende que possa haver abuso de poder econômico da Acelen, que atua como monopolista no mercado de refino na Bahia e vem impondo às distribuidoras preços maiores que os praticados pelas demais refinarias brasileiras. Em defesa da livre inciativa, da livre concorrência e de um mercado saudável e competitivo o Sindicato espera que o CADE adote as providências necessárias para restabelecer a liberdade no mercado”, finaliza nota assinada por Walter Tannus Freitas, presidente do Sindicombustiveis Bahia.

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