Alckmin afirma que guerra não afeta a trajetória da Selic

Por Redação
3 Min

Geraldo Alckmin defende redução da Selic em meio à guerra no Oriente Médio

No último sábado, 14, durante uma visita a uma concessionária da Scania nos arredores de Brasília, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, fez declarações contundentes sobre a situação econômica atual do Brasil, especialmente no que diz respeito à taxa básica de juros e seus impactos no cenário internacional.

Alckmin ressaltou que não vê relação entre a guerra no Oriente Médio e a política monetária do Brasil, especificamente nas decisões do Banco Central sobre a Selic. Ele afirmou: “Não adianta aumentar juros que não vai cair o preço do petróleo. Não acredito não. A taxa de juros está muito elevada. Já não é um mês. Já está elevada há muito tempo.” Segundo ele, a taxa de juros brasileira é uma das mais altas do mundo, o que já gera preocupações entre os investidores e a população em geral.

Em sua análise, Alckmin citou o exemplo do Federal Reserve, que exclui do cálculo sobre os juros fatores como a agricultura e o petróleo, argumentando que aumentos nas taxas não afetarão diretamente os preços das commodities. Essa visão reflete uma crítica à forma como a política monetária tem sido conduzida no Brasil, sugerindo que uma redução na Selic poderia ser um caminho mais eficaz para estimular a economia.

Enquanto isso, o mercado financeiro aguarda a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece na próxima quarta-feira. As expectativas são de que a Selic seja reduzida, uma medida que, segundo Alckmin, é necessária para aliviar a pressão sobre os consumidores e a economia.

Além de discutir a taxa de juros, Geraldo Alckmin também expressou sua esperança de que a guerra no Oriente Médio termine rapidamente, reconhecendo que os conflitos geopolíticos impactam diretamente a economia global. Ele destacou a importância de garantir o abastecimento de diesel no Brasil e as ações do governo para evitar aumentos bruscos nos preços dos combustíveis.

“Torcer para a guerra parar o mais rápido possível, acompanhar o preço do barril do petróleo. Mas eu diria que foram duas decisões importantes. Garantir o abastecimento, não faltar diesel e, de outro lado, agir para reduzir o preço, para evitar um aumento grande do diesel”, declarou, referindo-se a um pacote de medidas anunciado pelo governo federal.

As declarações de Geraldo Alckmin refletem uma preocupação crescente com a economia brasileira em um contexto global instável e a necessidade de medidas que garantam a estabilidade econômica e o bem-estar da população. A próxima semana promete ser crucial para o futuro econômico do Brasil, à medida que as decisões do Copom se aproximam e as incertezas internacionais continuam a influenciar o cenário local.

Com informações do InfoMoney

Curtiu? Siga o Candeias Mix nas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram, e Google Notícias. Fique bem informado, faça parte do nosso grupo no WhatsApp e Telegram.
Compartilhe Isso