Acordo Mercosul-União Europeia pode começar em maio, diz Alckmin

Por Redação
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Aproximação entre Mercosul e União Europeia: Expectativas e Desafios

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou, em entrevista à imprensa no dia 27 de janeiro, que o aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deverá começar a vigorar em maio deste ano. A expectativa é que, após a aprovação do projeto de decreto legislativo no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa sancionar o acordo, permitindo que ele entre em vigor 60 dias após essa sanção.

O acordo, que promete criar a maior zona de livre comércio entre dois blocos regionais do mundo, já foi aceito provisoriamente pela União Europeia, que avançou com a implementação nas nações do Mercosul que já finalizaram suas ratificações internas, incluindo Uruguai e Argentina. Essa aproximação entre os blocos é vista como uma oportunidade significativa para o aumento das exportações brasileiras, especialmente no setor industrial.

Durante a entrevista, Alckmin expressou otimismo em relação ao impacto que o acordo pode ter na economia brasileira, citando que a indústria de móveis pode ver suas exportações para a Europa crescerem até 20% já no primeiro ano de vigência do acordo. Essa previsão destaca não apenas as oportunidades de expansão para as empresas brasileiras, mas também a potencial diversificação dos mercados consumidores.

Entretanto, a implementação do acordo não está isenta de desafios. A necessidade de conciliar os interesses econômicos e sociais de diferentes países e setores pode representar um obstáculo. Além disso, a resistência de setores que temem a concorrência internacional pode atrasar o processo de ratificação em alguns países do Mercosul.

Por outro lado, o aumento das exportações e o fortalecimento das relações comerciais podem trazer benefícios significativos para a economia regional, promovendo a competitividade e a inovação no mercado. O foco do governo brasileiro em fortalecer as relações com a União Europeia é um sinal claro da intenção de integrar o Brasil de maneira mais robusta na economia global, além de abrir portas para novos investimentos e parcerias.

Diante desse cenário, resta acompanhar como o Senado brasileiro irá deliberar sobre o projeto de decreto legislativo e quais serão os próximos passos do governo para garantir a transição suave para a nova fase de relações comerciais. O futuro do acordo entre Mercosul e União Europeia não é apenas uma questão de política externa, mas um passo estratégico em direção ao fortalecimento da economia brasileira em um mundo cada vez mais interconectado.

Com informações do InfoMoney

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