Exportações de Pescados: Um Novo Horizonte para o Brasil
A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) está otimista com as perspectivas de exportação do setor. Com a recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de suspender tarifas previstas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), o Brasil projeta alcançar cerca de US$ 600 milhões em exportações de pescados. Esta mudança é um alívio significativo para a indústria, que enfrentou desafios severos devido a tarifas exorbitantes durante a administração de Donald Trump, que chegaram a 50%.
Eduardo Lobo, presidente da Abipesca, expressou seu otimismo, destacando que, mesmo que uma taxa de 15% ainda possa ser aplicada, as condições para competir no mercado norte-americano melhoraram consideravelmente. “É um ano que começa de forma promissora para o setor, mas sempre com responsabilidade, cautela e perspectiva”, afirmou Lobo. A normalização das condições comerciais pode não apenas reverter a perda de contratos internacionais, mas também pode resultar na recuperação de mais de 5 mil postos de trabalho até 2026.
Entre os produtos que se destacam nas exportações, a tilápia é a principal, representando uma parte significativa do que o Brasil envia para os EUA. O retorno ao mercado americano é visto como uma oportunidade para recuperar a capacidade produtiva do setor pesqueiro, que sofreu uma retração acentuada nos últimos anos. A luta contra as tarifas elevadas levou a uma redução na produção e, consequentemente, à diminuição de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva.
Além disso, Lobo enfatizou o papel essencial dos ministérios da Agricultura e da Pesca na abertura de novos mercados. “Sem esse esforço, o prejuízo teria sido ainda maior”, ressaltou. Essa cooperação entre os setores público e privado é crucial para a recuperação da indústria de pescados brasileira, que agora tem uma nova chance de se firmar no cenário internacional.
O novo ambiente comercial representa um ciclo mais positivo para a indústria nacional, mas a prudência continua sendo fundamental. Com incertezas ainda pairando sobre o comércio internacional, a Abipesca mantém um olhar cauteloso sobre o futuro. O cenário, embora promissor, exige estratégias bem definidas para garantir a sustentabilidade e o crescimento do setor.
O momento atual é um teste para a resiliência da indústria pesqueira brasileira, que agora precisa capitalizar sobre essa nova oportunidade. A esperança é que, com a colaboração de todos os envolvidos, o Brasil se estabeleça firmemente como um competidor relevante no mercado global de pescados.
Com informações do InfoMoney
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