Tensão Comercial Global: Aumento de Tarifas por Donald Trump Gera Reações em Cadeia
Em um novo capítulo nas relações comerciais internacionais, líderes globais expressaram preocupação e cautela após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de elevar a tarifa global de 10% para 15%. A declaração, feita no último sábado (21), provocou uma onda de reações, com a União Europeia convocando uma reunião de emergência para discutir as implicações da medida.
O porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill, enfatizou a necessidade de “clareza sobre os passos” que Washington planeja tomar, ressaltando a importância da “estabilidade e previsibilidade” nas relações comerciais. Em resposta, o chanceler alemão, Friedrich Merz, anunciou que coordenará uma resposta conjunta com aliados europeus. “A política alfandegária é uma questão da União Europeia, não dos Estados-Membros individualmente”, declarou à emissora ARD.
A França também se posicionou, com o ministro do Comércio, Nicolas Forissier, afirmando que a UE possui instrumentos para responder à decisão de Trump. Ele mencionou um mecanismo “anticoerção” que permite a imposição de tarifas sobre serviços de empresas americanas. “Não podemos mais ser ingênuos. Temos que usar nossas ferramentas e não apenas falar sobre elas”, afirmou ao Financial Times.
O presidente francês, Emmanuel Macron, que havia expressado sua preocupação antes do anúncio, indicou que estuda as consequências da nova tarifa. Ele quer garantir a continuidade das exportações francesas para os EUA, especialmente nos setores agrícola e de luxo. “É bom ter poder e contrapesos ao poder nas democracias”, comentou, referindo-se à decisão da Suprema Corte americana que considerou ilegais as tarifas de Trump.
Na América do Norte, tanto o Canadá quanto o México adotaram uma abordagem cautelosa. Embora o Canadá tenha sido isento da nova tarifa, o ministro Dominic LeBlanc reafirmou que as tarifas impostas pelos EUA são injustificadas. Do lado mexicano, a presidente Claudia Sheinbaum e o ministro da Economia, Marcelo Ebrard, pediram prudência e análise cuidadosa da situação.
As reações não se restringem à Europa e América do Norte. Na Ásia, o Japão confirmou a manutenção dos termos do acordo comercial firmado com os EUA, enquanto a Coreia do Sul expressou que as tarifas sobre automóveis e aço ainda permanecem em vigor sob outras legislações. Taiwan, por sua vez, avaliou que o impacto da nova tarifa seria “limitado” e continuará monitorando a situação de perto.
O aumento das tarifas por parte de Trump não apenas intensifica as tensões comerciais, mas também lança um desafio significativo para as economias globais que dependem de um comércio fluido e previsível. Com cada movimento, as repercussões se espalham, sugerindo que o mundo pode estar à beira de um novo confronto econômico que pode redefinir as dinâmicas de poder no comércio internacional. A vigilância e a diplomacia serão cruciais nas próximas semanas, à medida que as nações respondem a essa escalada.
Com informações do InfoMoney
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