Fitch Ratings: Melhora do Rating de Crédito do Brasil Depende de Plano Fiscal Sólido
A Fitch Ratings, uma das principais agências de classificação de risco do mundo, reafirmou que a elevação da nota de crédito do Brasil para ‘BB+’ está atrelada a um planejamento fiscal crível e substancial no médio prazo. Atualmente, o país mantém um rating de ‘BB’, com perspectiva estável, o que o coloca a apenas dois passos do grau de investimento. Este alerta, expresso em um relatório em formato de perguntas e respostas divulgado recentemente, destaca a fragilidade da posição fiscal do Brasil como a sua principal vulnerabilidade.
De acordo com a Fitch, a melhoria na classificação do Brasil dependerá da implementação de um plano fiscal que não apenas seja apresentado, mas que também inspire confiança na estabilização da dívida pública. "A principal vulnerabilidade do Brasil é sua posição fiscal fraca", enfatiza a agência. Apesar disso, a Fitch ressalta que um ajuste fiscal completo não é uma condição prévia para a elevação do rating, sendo necessário, no entanto, um progresso significativo que demonstre confiança em melhorias futuras nas contas públicas.
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A análise da Fitch sugere que, independentemente de quem vença as eleições de 2026, um esforço de consolidação fiscal será imprescindível. "Esperamos que qualquer governo entrante busque novos esforços de consolidação, mas o ritmo e a estratégia dependerão de quem vencer", aponta a agência. Essa declaração reflete a realidade política do Brasil, onde um governo de esquerda, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, pode enfrentar resistência em aumentar impostos, enquanto um governo de direita, como o de Flávio Bolsonaro, pode encontrar dificuldades em implementar cortes significativos nos gastos públicos.
Além disso, a Fitch observa que a manutenção das taxas de juros elevadas no Brasil, apesar da expectativa de queda a partir de março, continuará a impactar negativamente a demanda interna. No entanto, melhorias no déficit primário e operações de empréstimos podem ajudar a suavizar a desaceleração da economia.
O mercado de trabalho, por sua vez, permanece aquecido, o que deve contribuir para impulsionar o consumo. A classificação da maioria dos países da América Latina está com perspectiva estável, o que indica uma estabilidade ampla na região. Contudo, a Fitch alerta para a desigualdade na consolidação fiscal entre os países, com nações maiores enfrentando déficits mais elevados e crescentes encargos de dívida.
Em suma, a mensagem da Fitch Ratings é clara: para que o Brasil possa galgar novos patamares em sua classificação de crédito, um plano fiscal sustentável é fundamental. O futuro econômico do país dependerá não apenas das políticas implementadas, mas também da capacidade de inspirar confiança nos investidores e na população.
Com informações do InfoMoney
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