Café no Brasil: Preços em Alta, Receita do Setor Cresce em 2025

Por Redação
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O Consumo de Café no Brasil: Uma Queda Preocupante e Seus Impactos

São Paulo (Reuters) – O amor dos brasileiros pelo café enfrenta desafios. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) revelam que o consumo da bebida recuou 2,31% no período de novembro de 2024 a outubro de 2025, totalizando 21,4 milhões de sacas de 60 kg. Este é um cenário alarmante, pois marca a primeira queda anual desde 2022, quando o Brasil se destacou como o segundo maior consumidor de café do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Essa diminuição no consumo é atribuída, em grande parte, ao aumento dos preços que, segundo a Abic, foram impulsionados por problemas de safra e variações climáticas. O preço médio do café torrado no varejo do Sudeste alcançou picos superiores a R$70 por quilo em julho de 2025, antes de recuar para quase R$60 no final do ano, ainda assim acima dos R$56,68 registrados em janeiro do ano passado. A situação se torna ainda mais complexa quando analisamos que, ao longo dos últimos cinco anos, o preço do café conilon e do arábica disparou, com aumentos de 201% e 212%, respectivamente.

Por outro lado, a indústria não ficou de braços cruzados diante da queda de consumo. Com o preço da commodity em alta, o faturamento da indústria de café no Brasil subiu 25,6%, alcançando R$ 46,24 bilhões no último ano. Isso demonstra que, embora os consumidores estejam menos dispostos a comprar, os que ainda o fazem estão gastando mais, o que resulta em um aumento significativo nas receitas. Essa dinâmica revela uma complexa relação entre preço e demanda, onde a indústria se vê obrigada a repassar os custos elevados aos consumidores, mesmo que isso signifique uma retração na quantidade vendida.

A Abic também alertou sobre a instabilidade dos preços, que foram afetados por baixos estoques e produção insuficiente, tornando o cenário para o varejo incerto. Com as dificuldades enfrentadas na safra, a expectativa é que o mercado se normalize em 2026, com a previsão de uma safra boa e um clima mais estável. Essa projeção traz esperança para os consumidores e para a indústria, que poderá experimentar um equilíbrio mais saudável, sem as flutuações drásticas que marcaram os últimos anos.

Em um país onde o café é mais do que uma bebida, mas sim uma parte fundamental da cultura e do cotidiano, essas mudanças têm implicações que vão além da economia. O café é um elo social que conecta pessoas, e sua presença nas mesas brasileiras é quase sagrada. Portanto, acompanhar esses movimentos do mercado é essencial para entender não apenas a economia, mas o próprio tecido social do Brasil.

Para mais informações, consulte o artigo completo.

Com informações do InfoMoney

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