Conflito Comercial entre Equador e Colômbia: Aumento drástico nas tarifas de transporte de petróleo gera tensões
Em um novo capítulo da crescente tensão entre Equador e Colômbia, o presidente equatoriano Daniel Noboa anunciou um aumento de 900% no preço do transporte de petróleo colombiano pelo oleoduto Sote. Essa decisão, que eleva a tarifa de aproximadamente 2,5 dólares por barril para mais de 30 dólares, gerou uma onda de indignação no governo do presidente colombiano Gustavo Petro, que considera a medida um ataque direto ao seu povo.
O ministro colombiano de Minas e Energia, Edwin Palma, não hesitou em criticar a nova tarifa, afirmando que ela representa mais uma agressão contra a Colômbia, impactando especialmente os pequenos e médios produtores de Putumayo. Esses operadores são essenciais para a manutenção do emprego e da estabilidade social em uma região que historicamente enfrenta dificuldades econômicas e exclusão social.
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Em uma entrevista recente, Noboa argumentou que o conflito vai além de uma simples disputa comercial, afirmando que a raiz do problema é estrutural. Ele destacou que a falta de controle nas fronteiras permitiu a expansão de redes criminosas, especialmente do narcotráfico. "Essa medida está alinhada com a política de segurança nacional para fortalecer a fronteira. A população exige ação e estamos agindo", declarou.
O embate entre os dois países sul-americanos teve início na semana passada, quando o Equador impôs tarifas de 30% sobre diversos produtos colombianos. O governo de Noboa justificou essa decisão com a alegação de que o governo colombiano não estava fazendo o suficiente para combater o narcotráfico ao longo da fronteira comum. Em resposta, a administração de Petro adotou tarifas recíprocas e interrompeu a exportação de energia para o Equador, colocando em risco a segurança energética do país vizinho, que enfrenta uma severa seca.
Atualmente, o saldo comercial está em superávit de US$ 849 milhões para a Colômbia, que vendeu US$ 1,529 bilhão para o Equador entre janeiro e outubro de 2025, enquanto as compras totalizaram US$ 680 milhões. Os principais produtos importados pelo Equador incluem tábuas de madeira, peixe enlatado, óleo de palma e arroz, enquanto a Colômbia exporta produtos como medicamentos, açúcar, combustíveis para aviação e café.
A escalada nas tarifas de transporte de petróleo e as represálias comerciais refletem não apenas interesses econômicos, mas também questões de segurança e controle territorial. A situação continua a se desenvolver, e as repercussões desse conflito podem afetar não apenas as relações bilaterais, mas também a estabilidade econômica da região como um todo. As tensões entre Equador e Colômbia estão longe de ser resolvidas, e o futuro das relações comerciais entre os dois países permanece incerto.
Com informações do InfoMoney
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