Itaú Unibanco Reavalia Projeções Econômicas para 2026: Expectativas de Corte na Taxa Selic e Crescimento do PIB
O Itaú Unibanco divulgou uma revisão significativa em suas projeções macroeconômicas para o ano de 2026, destacando um cenário mais otimista em relação à economia brasileira. O banco agora prevê que o ciclo de cortes na taxa de juros, a Selic, deve iniciar em março, ao contrário da estimativa anterior que apontava para janeiro. Essa mudança alinha-se com a crescente expectativa do mercado, onde 87% dos participantes acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá a Selic em 15% na próxima reunião, programada para a próxima quarta-feira (28).
A análise do Itaú indica que a Selic deverá ser reduzida inicialmente em 0,25 ponto percentual em março, com projeções de encerramento de 2026 a 12,75% ao ano. Para 2027, a expectativa é de uma taxa ainda mais baixa, de 11,75%, embora ambas sejam consideradas restritivas. Essa perspectiva de cortes de juros reflete a confiança do Copom na eficácia da política monetária atual, evidenciada por sinais de desaceleração da atividade econômica e melhorias na inflação.
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No entanto, o banco ressalta a necessidade de cautela, uma vez que a queda da inflação se concentra principalmente nos preços dos bens, enquanto os custos dos serviços ainda permanecem elevados. Nesse contexto, o Itaú revisou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,7% para 1,9% em 2026, impulsionada por um ambiente externo mais favorável e estímulos fiscais. Para 2027, a expectativa de crescimento é de 1,7%, refletindo uma política monetária menos restritiva.
No que diz respeito à inflação, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 é de 4%, com a mesma taxa esperada para 2027. O banco também projeta uma cotação do dólar em R$ 5,50 em 2026 e R$ 5,70 em 2027, reconhecendo que a incerteza no cenário eleitoral e a deterioração estrutural das contas externas limitam a valorização do real.
Por fim, no campo fiscal, o Itaú prevê um déficit primário de 0,8% do PIB em 2026, alertando para os riscos de novos estímulos à demanda durante o período eleitoral. Apesar da necessidade de um ajuste fiscal significativo, estimado em 4 pontos percentuais do PIB para estabilizar a dívida pública, os preços dos ativos indicam uma probabilidade de cerca de 50% de que esse ajuste seja implementado no próximo governo.
Essas revisões e previsões do Itaú Unibanco ressaltam um panorama econômico que, embora otimista, requer cautela e vigilância atenta às dinâmicas fiscais e monetárias que permeiam o cenário brasileiro.
Com informações do InfoMoney
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