Parlamento Europeu suspende acordo com EUA após pressão de Trump

Por Redação
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Parlamento Europeu Suspende Acordo Comercial com os EUA em Resposta a Ameaças de Donald Trump

Em um movimento que ressalta a crescente tensão nas relações transatlânticas, o Parlamento Europeu decidiu suspender os trabalhos sobre o acordo comercial com os Estados Unidos, em protesto contra as exigências do presidente Donald Trump. A decisão, comunicada durante uma coletiva de imprensa, marca uma nova fase de incerteza nas negociações que visam a redução das tarifas comerciais entre as duas potências.

O impasse surgiu após as recentes declarações de Trump sobre a Groenlândia, onde o presidente manifestou interesse em adquirir a ilha, além de ameaçar a imposição de tarifas sobre aliados europeus que se opusessem a seus planos. Esse cenário provocou um clima de descontentamento entre os parlamentares europeus, que já viam o acordo como desequilibrado, uma vez que a UE precisaria reduzir suas taxas de importação enquanto os EUA mantinham uma taxa média de 15%.

As propostas legislativas em discussão incluíam a remoção de várias taxas de importação e a manutenção de tarifas zero para produtos, como as lagostas dos EUA, um acordo previamente firmado em 2020. Contudo, a assembleia da União Europeia (UE) se viu forçada a reconsiderar sua posição diante das novas ameaças que, segundo o presidente do Comitê de Comércio, Bernd Lange, romperam o acordo previamente articulado em Turnberry, na Escócia.

Os parlamentares europeus, embora inicialmente abertos ao acordo, agora se sentem pressionados a revisar sua estratégia. A ideia de uma cláusula de caducidade de 18 meses e medidas de resposta a possíveis aumentos nas importações dos EUA foram propostas, mas a suspensão atual coloca em risco a possibilidade de um consenso.

A necessidade de encontrar um meio-termo é urgente, pois a paralisação do acordo pode irritar Trump, resultando em tarifas ainda mais elevadas sobre produtos europeus. O governo americano já sinalizou que não está disposto a fazer concessões, como a redução de tarifas sobre bebidas alcoólicas ou aço, até que o acordo esteja formalmente em vigor.

À medida que a situação se desenvolve, o Comitê de Comércio do Parlamento Europeu deveria ter definido sua posição em votações nos dias 26 e 27 de janeiro. Contudo, com o adiamento das discussões, a incerteza persiste, deixando tanto os mercados quanto os cidadãos europeus e americanos à espera de um desfecho que pode impactar a economia global.

Diante desse contexto conturbado, a relação entre a Europa e os EUA se torna uma questão de suma importância, não apenas para os envolvidos, mas também para o cenário econômico mundial. O futuro do comércio transatlântico agora depende de negociações cuidadosas e de um diálogo que, até aqui, tem sido marcado por desentendimentos e desconfiança.

Com informações do InfoMoney

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