banner

Trump gera incertezas no comércio e preocupa investidores novamente

4 Min

Ameaça de Tarifas de Donald Trump Reacende Tensão Comercial Global

No último sábado, os investidores globais foram alertados sobre os riscos das tarifas comerciais com a recente ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 30% sobre as importações do México e da União Europeia. A medida, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, surge após semanas de negociações infrutíferas com aliados comerciais e em um contexto de crescente tensão nas relações comerciais internacionais.

Trump, em publicações nas redes sociais, sinalizou que a decisão era uma resposta à falta de um acordo mais abrangente. A União Europeia, a qual é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos, já vinha enfrentando a pressão das tarifas americanas sobre aço e alumínio, além de uma tarifa de 25% sobre carros e peças automotivas. O cenário provocou reações imediatas, com três autoridades da UE afirmando que a ameaça é uma tática de negociação, uma estratégia de "escalar para desescalar", segundo Michael Brown, estrategista da Pepperstone em Londres.

O impacto das tarifas não deve ser subestimado. O México, que considera os EUA seu principal mercado de exportação, já sente os efeitos da incerteza comercial. A nova tarifa poderia exacerbar a situação econômica do país, que já enfrenta desafios significativos. Karl Schamotta, estrategista-chefe da Corpay, alertou que a agenda protecionista de Trump pode não ter sido totalmente precificada nos mercados, indicando uma possível capitulação nos mercados financeiros ou na própria Casa Branca.

A resposta da União Europeia também está em pauta. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o bloco considerará "medidas proporcionais" em resposta à tarifa de 30%. Isso levanta preocupações sobre uma escalada nas tensões comerciais, semelhante ao que ocorreu no início de abril, quando os mercados foram abalados pelas tarifas do "Dia da Libertação" de Trump.

Embora os mercados tenham mostrado alguma resiliência nas últimas semanas, com o índice S&P 500 apresentando uma leve queda de apenas 0,3%, a incerteza gerada por estas novas tarifas pode impactar negativamente o euro e os ativos da zona do euro. Scott Chronert, estrategista do Citi, destacou a necessidade de desenvolvimentos comerciais positivos antes do prazo estabelecido pela Casa Branca para evitar uma deterioração nas condições do mercado.

Enquanto isso, a média ponderada das tarifas nos EUA subiu para cerca de 16%, um aumento considerável em relação aos 2,5% no início do ano. Com as novas ameaças, essa taxa pode alcançar 18%, criando um ambiente ainda mais desafiador para os investidores e para as economias afetadas.

Diante desse cenário, a comunidade internacional observa atentamente os próximos passos de Trump e as reações dos aliados comerciais, cientes de que as decisões tomadas agora terão efeitos duradouros nos mercados e nas relações comerciais globais.

Com informações do InfoMoney

Compartilhe Isso