Agência FAPESP – Pesquisadores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS-CNPEM), em Campinas, enfrentam desafios ao realizar tomografias de objetos microscópicos. A tomografia, diferente de uma fotografia instantânea, é composta por múltiplas imagens radiográficas adquiridas de diferentes ângulos. Quando o objeto analisado é muito pequeno, na escala nanométrica, até as mínimas vibrações durante as medições podem interferir nas projeções, prejudicando a qualidade da imagem final.
Para enfrentar esse desafio, o CNPEM, em parceria com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP), está desenvolvendo o projeto “Alinhamento de Tomogramas sem Reconstrução”. Essa pesquisa, apoiada pela FAPESP, busca criar algoritmos capazes de corrigir automaticamente as vibrações durante a aquisição de dados da tomografia, assegurando medições precisas de objetos extremamente pequenos.
“É fundamental que, ao medir objetos em escala nanométrica, o ambiente seja extremamente estável do ponto de vista mecânico. No entanto, essa estabilidade não é plenamente alcançável. As medições, que não são instantâneas, podem ser afetadas por vibrações, como a passagem de veículos nas proximidades do LNLS. Mesmo com estruturas de estabilização, o objeto pode ser influenciado por essas oscilações, tornando-se um desafio considerável em escalas tão minuciosas”, explica o professor Elias Salomão Helou, do ICMC-USP.
Além de beneficiar diretamente os usuários do LNLS, as soluções desenvolvidas têm potencial para aplicação em outros laboratórios que trabalham com micro e nanotomografia. “Em contextos como hospitais, as correções não são críticas, pois os objetos, como o corpo humano, são relativamente grandes. Entretanto, em experimentos que demandam precisão em escala nanométrica, cada vibração é crucial”, conclui Helou.
Essas inovações no campo da tomografia são vitais para avançar a pesquisa em materiais e Ciências dos Materiais, oferecendo novas perspectivas e técnicas para a análise de micro e nanostruturas.
Informações da Agência FAPESP
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