FAPESP Estabelece Sete Eixos Estratégicos para Pesquisa 2026-2028

Por Redação
3 Min

FAPESP Anuncia Eixos Estratégicos para Pesquisa (2026-2028)

A FAPESP definiu sete eixos estratégicos que guiarão sua agenda de fomento à pesquisa entre 2026 e 2028. Os temas incluem:

  1. Biotecnologia
  2. Transição Energética
  3. Biodiversidade, Produção Sustentável de Alimentos e Segurança Alimentar
  4. Transição Digital e Inteligência Artificial
  5. Ciência e Tecnologias Quânticas
  6. Saúde Humana e Animal
  7. Violência e Segurança Pública

Esses eixos foram aprovados pelo Conselho Superior da FAPESP em 18 de março, após consultas a diversas lideranças científicas e análise de tendências internacionais em ciência, tecnologia e inovação. Mais detalhes estão disponíveis no documento Temas Estratégicos da FAPESP para Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Fundação destinará R$ 400 milhões adicionais para pesquisa nestes eixos, garantindo a continuidade dos programas existentes e das pesquisas motivadas pela curiosidade dos pesquisadores. O presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, destacou a importância desse investimento.

Seis dos eixos refletem tendências internacionais e as propostas da Estratégia Nacional de CT&I para 2024-2034. Apenas o tema relacionado à violência e segurança pública aborda um desafio específico da realidade brasileira.

O Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP desenvolverá propostas para a implementação de cada um dos sete eixos prioritários. As ações estarão preferencialmente conectadas a instrumentos de fomento já estabelecidos, como os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), Centros de Pesquisa Aplicada (CPAs), Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), e outras iniciativas voltadas para a expansão de startups.

Carlos Graeff, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo, ressaltou que a intenção não é aumentar os financiamentos existentes, mas aplicar recursos em propostas disruptivas com potencial para revolucionar a P&D no Estado de São Paulo.

A FAPESP também enfatiza a multidisciplinaridade. Projetos, como os de biotecnologia, necessitam da integração entre diversas áreas do conhecimento, incluindo química, biologia, física, computação e matemática. Os projetos submetidos em cada eixo estratégico devem incluir dois componentes essenciais: gestão avançada de dados utilizando inteligência artificial e a incorporação das ciências sociais para avaliar os impactos das novas tecnologias.

A Diretoria Científica apresentará relatórios semestrais ao Conselho Superior, permitindo ajustes contínuos e garantindo que os investimentos contribuam para um significativo avanço na pesquisa e inovação em São Paulo.

Informações da Agência FAPESP

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