USP Brilha na Competição Internacional de Engenharia de Sistemas Biológicos

Por Redação
3 Min

Agência FAPESP – O Time de Biologia Sintética da Universidade de São Paulo (USP) se destacou na Competição Internacional de Engenharia de Sistemas Biológicos (iGEM) de 2025, conquistando reconhecimento global.

Conquistas e Prêmios em Biologia Sintética

Sob a coordenação de Cristiane Guzzo, do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3) e do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, a equipe apresentou-se em Paris, França, e trouxe para casa três prêmios: medalha de ouro, certificação entre os melhores projetos da categoria e um prêmio especial de inclusão.

O CEPID B3, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da FAPESP, está localizado no Instituto de Química da USP e é um destaque na pesquisa em biologia sintética.

Projeto Inovador: "Glycosy-N-ation"

Os prêmios foram atribuídos ao projeto “Glycosy-N-ation”, que desde o início de 2024 se dedica à manipulação de microrganismos — a bactéria Escherichia coli e a levedura Saccharomyces cerevisiae — com o objetivo de produzir glicoproteínas humanas. Um exemplo é a GCase, uma enzima que, quando deficiente, está associada à doença de Gaucher.

“O uso de bactérias e leveduras pode reduzir significativamente os custos de produção dessa enzima, que atualmente é obtida a partir de células de cenouras, hamsters ou humanos,” explica Davi Merighi, membro da equipe. Ele ressalta que o foco é desenvolver soluções inovadoras acessíveis, com potencial de aplicação real, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Reconhecimento por Inclusão Social

O desempenho excepcional na pesquisa garantiu à equipe a medalha de ouro pelo resultado geral do projeto e uma nomeação entre os quatro melhores na categoria "Biofabricação", uma das mais competitivas do evento.

O grupo também se destacou pela abordagem humanizada e pela promoção da diversidade e acessibilidade na pesquisa científica, recebendo o Prêmio de Inclusão Social Através da Ciência. Este reconhecimento foi direcionado a iniciativas que acompanhavam o projeto “Glycosy-N-ation”, que incluíram a produção de um podcast sobre doenças raras, a organização de um workshop de biologia molecular e eventos focados em inclusão, como “Um Dia como Biocientista” e a Missão Araguaia. Este último foi um escape room adaptado para pessoas com deficiência visual, realizado em parceria com o Lar das Moças Cegas.

“Essas conquistas representam o reconhecimento de um trabalho coletivo de excelência e reforçam nosso compromisso: fazer ciência com impacto, responsabilidade e inclusão,” destaca Guilherme Pompeu, integrante da equipe.

Com informações do CEPID B3.

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Informações da Agência FAPESP

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