Descubra Terapias Inovadoras no Combate à COVID-19: Estudo Revela Avanços

Por Redação
3 Min

Desenvolvimento de Anticorpos Monoclonais para Combater Variantes do SARS-CoV-2

Uma pesquisa do Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos (CTS), sediado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, está focada no desenvolvimento de anticorpos monoclonais capazes de neutralizar diferentes variantes do SARS-CoV-2, o vírus responsável pela COVID-19. Esses anticorpos, produzidos em laboratório, têm funções semelhantes às dos anticorpos naturais do organismo e podem ser empregados no tratamento de diversas doenças, incluindo câncer e distúrbios autoimunes.

A pesquisa, intitulada “Avaliação de anticorpos monoclonais anti-SARS-CoV-2 com capacidade amplamente neutralizante obtidos por phage display”, é liderada por Hernan Hermes Monteiro da Costa, com apoio da FAPESP e orientação de Carlos Roberto Prudencio, do Centro de Imunologia do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo.

Os anticorpos monoclonais representam uma alternativa viável especialmente para pacientes cujas vacinas não oferecem proteção suficiente, como aqueles com sistemas imunológicos comprometidos. Nesses indivíduos, os anticorpos monoclonais podem suprir a deficiência na produção de anticorpos, ajudando a combater infecções.

Outro aspecto crucial da pesquisa é a busca pelo desenvolvimento de anticorpos que interajam com regiões conservadas entre as variantes do SARS-CoV-2. Essa abordagem garante a eficácia do tratamento mesmo frente a mutações do vírus.

“O estudo contínuo sobre COVID-19 é essencial para lidar com emergências de saúde pública. A pandemia ressaltou a importância de um preparo melhor da comunidade científica para novos desafios, visto que os vírus estão em constante evolução”, afirma Costa.

Metodologia de Pesquisa: Phage Display

Para a seleção dos anticorpos, Costa utiliza a técnica de phage display, que modifica vírus bacteriófagos para exibirem proteínas, como os anticorpos, em sua superfície. Essa técnica permite a seleção de fagos com uma capacidade superior de se ligar a alvos específicos do vírus SARS-CoV-2.

Atualmente, o pesquisador está avaliando a capacidade neutralizante de oito anticorpos. A próxima fase incluirá testes de eficácia em células in vitro e, posteriormente, em camundongos.

Se os anticorpos demonstram eficácia em bloquear a infecção pelo SARS-CoV-2, a pesquisa poderá progredir para a produção de lotes-piloto na V-BioPharma, a fábrica-escola de biofármacos do CTS, abrindo caminho para testes clínicos e eventual validação como medicamento. O crescimento do mercado de anticorpos monoclonais em diversas áreas terapêuticas torna esse cenário ainda mais promissor.

* Informações da Assessoria de Imprensa do Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos.

Informações da Agência FAPESP

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