Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde – O Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde desenvolveu um extenso banco de germoplasma de tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus), abrangendo nove populações dessa espécie, coletadas de Santa Catarina ao Ceará. A tilapicultura representa 65% da produção nacional de peixes cultivados, o que a torna crucial para a indústria pesqueira do Brasil.
O estudo revelou diferenciação genética entre as populações, apesar de suas características morfológicas semelhantes. Foram identificados quatro agrupamentos distintos, além de sinais significativos de endogamia – cruzamentos entre parentes próximos que podem reduzir a diversidade genética e comprometer a produtividade a longo prazo.
Os pesquisadores reuniram mais de 2.600 exemplares na unidade do Instituto de Pesca em São José do Rio Preto, criando uma reserva genética considerada uma “poupança” para garantir o futuro da tilapicultura.
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Para caracterizar essas linhagens, foram realizadas medições corporais e de rendimento de filé, utilizando técnicas inovadoras como a ultrassonografia, além de análises moleculares com marcadores de DNA.
Os resultados indicam que as linhagens relacionadas ao programa internacional Genetically Improved Farmed Tilapia (GIFT) oferecem maior rendimento de filé, enquanto outras, como a chitralada, apresentam menor crescimento. Esses conhecimentos possibilitam a seleção de peixes mais bem adaptados às condições brasileiras, aumentando a resiliência climática e o aproveitamento econômico.
O Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde é apoiado pela FAPESP, através do programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs). A sede está localizada no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), com a colaboração de pesquisadores do Instituto de Pesca, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e das universidades de Mogi das Cruzes (UMC) e Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
* Com informações do Núcleo Pescado para Saúde.
Informações da Agência FAPESP
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