Uma delegação alemã, liderada pelo Ministério Federal de Pesquisa, Tecnologia e Espaço (BMFTR), participou de uma reunião na FAPESP com o objetivo de incentivar a cooperação científica na área de energias renováveis. Os temas abordados incluíram hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis, com ênfase no combustíveis de aviação (SAF), tecnologias de emissão negativa de carbono, energia solar e catálise.
“A nossa delegação é composta por especialistas com um objetivo claro. Estamos planejando iniciar, no próximo ano, um projeto focado em energia sustentável e buscamos parcerias. Já contatamos o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e agora a FAPESP”, declarou Susan Schulz, responsável pela cooperação com a América Latina do BMFTR. “Esperamos estabelecer uma iniciativa conjunta em breve.”
Raul Machado, gerente da Assessoria de Relações Institucionais da FAPESP e coordenador da reunião, destacou que a energia sustentável é uma área de grande interesse para os pesquisadores do Estado de São Paulo. Ele ressaltou que a parceria desejada está em alinhamento com a visão da FAPESP de expandir relações com grupos de pesquisa da Alemanha. “A nossa biodiversidade nos favorece e temos potencial para desenvolver energias alternativas e renováveis que não estão disponíveis em outras partes do mundo”, afirmou.
“Precisamos garantir a disponibilidade de eletricidade verde. O Brasil poderá ser um dos primeiros países a adotar um sistema intensivo de produção de energia sustentável”, acrescentou Rüdiger-A. Eichel, professor da Cátedra de Conversão e Estocagem de Energia da RWTH Aachen University. “Esse potencial torna o Brasil extremamente atraente para a colaboração científica.”
Marcio de Castro, diretor científico da FAPESP, explicou que a transição energética é atualmente um dos principais focos da Fundação. “Iniciamos priorizando a bioenergia, mas agora ampliamos nosso programa”, disse. “Estou entusiasmado e espero que possamos participar de iniciativas conjuntas em breve, fortalecendo nossas comunidades acadêmicas.”
Além disso, estiveram presentes representantes do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), do Instituto DLR da Agência Espacial Alemã, e dos institutos de Energia Solar (ISE) e Meio Ambiente, Segurança e Tecnologia Energética (UMSICHT) da Sociedade Fraunhofer, bem como da Associação Alemã de Tecnologia Química e Biotecnologia (Dechema) e do Centro Helmholtz.
Informações da Agência FAPESP
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