Agência FAPESP – Mercedes Bustamante e Marcelo Rubens Paiva foram agraciados com o Prêmio FCW na edição de 2025, nas categorias Ciências e Cultura, respectivamente. A seleção ocorreu em 25 de agosto, na sede da Fundação Conrado Wessel, em São Paulo. Cada um receberá um prêmio de R$ 400 mil, que será entregue em cerimônia prevista para outubro.
Mercedes Bustamante: Pioneira em Mudanças Climáticas
Professora na Universidade de Brasília (UnB), Mercedes Bustamante é uma renomada cientista com foco em ecologia e biogeoquímica, abordando temas como o Cerrado e mudanças no uso da terra. Ela contribuiu significativamente para o 6º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e elaborou o relatório técnico sobre Mitigação de Mudanças Climáticas no Brasil.
Bustamante expressou sua gratidão ao receber a indicação, enfatizando a relevância da pesquisa científica brasileira no enfrentamento da crise climática global: “Este reconhecimento valida a importância fundamental da pesquisa para lidar com o desafio mais urgente da humanidade”.
Naturalizada brasileira, Bustamante é graduada em ciências biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), possui mestrado em ciências agrárias pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e doutorado em geobotânica pela Universidade de Tréveris, na Alemanha. Seu histórico inclui cargos na gestão de ecossistemas no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ela é membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) desde 2015.
Marcelo Rubens Paiva: Voz da Literatura e da Memória
Marcelo Rubens Paiva, aclamado escritor brasileiro, é conhecido pela obra Ainda estou aqui (2015), que narra a luta de sua mãe pelos direitos humanos e pelo desaparecimento do seu pai durante a ditadura militar. Seu livro, além de ter sido um sucesso editorial, inspirou um filme que, em 2025, se tornou o primeiro longa-metragem brasileiro a ganhar um Oscar de melhor filme internacional.
Paiva começou sua carreira literária com Feliz ano velho (1982), onde aborda sua transformação após um acidente que o deixou tetraplégico. Sua obra recebeu vários prêmios e se destacou na literatura brasileira, com mais de 200 edições e vendas expressivas nos anos 1980.
Ao receber o Prêmio FCW, Paiva afirmou: “É uma honra receber o Prêmio FCW, ainda mais em dias em que somos chamados para defender a democracia”.
Comissões Julgadoras do Prêmio FCW
A comissão do prêmio de Ciências foi presidida por Helena Nader e contou com outros especialistas renomados. A comissão de Cultura foi presidida por José de Souza Martins, incluindo críticos e professores destacados na área literária.
Com informações da Assessoria de Imprensa da FCW.
Informações da Agência FAPESP
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