A FAPESP firmou um acordo de cooperação com a Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN), visando fortalecer a participação de pesquisadores e estudantes de pós-graduação de instituições do Estado de São Paulo em projetos de física de partículas.
### Fortalecimento da Pesquisa
Com este acordo, a FAPESP se torna interlocutora direta com o CERN, promovendo uma relação mais institucional que pode ampliar as oportunidades de colaboração científica. Marcio de Castro, diretor científico da FAPESP, explica que essa nova dinâmica favorece um engajamento mais amplo da comunidade científica paulista em projetos usando a infraestrutura do laboratório.
### Integração do Sistema Brasileiro de Pesquisa
A adesão recente do Brasil como Estado-membro associado do CERN marca um passo significativo na integração do sistema de pesquisa brasileiro, conforme Salvatore Mele, conselheiro sênior de relações internacionais do CERN. Ele destaca que os primeiros passos com a FAPESP estão resultando em um compartilhamento eficaz dos custos operacionais das infraestruturas.
### LHC e Colisões Subatômicas
O Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, é um laboratório crucial na busca por novas partículas e na compreensão de fenômenos como a matéria escura. sua infraestrutura de 27 quilômetros permite a colisão de feixes de partículas a altas velocidades, gerando novas partículas, cujos resultados são monitorados por detectores como o Atlas e o CMS.
### Participação de Pesquisadores Paulistas
Pesquisadores do Estado de São Paulo, por meio de projetos da FAPESP, têm contribuído com as colaborações do LHC, como Atlas e CMS. O CMS, em particular, foi crucial na descoberta do bóson de Higgs em 2012. No Núcleo de Computação Científica da Unesp, os dados do CMS são geridos em colaboração com o Centro de Pesquisa e Análise de São Paulo (SPRACE), que opera uma rede de processamento avançada para analisar dados a partir do LHC.
### Inovação Tecnológica com o Chip Sampa
Um grupo da Escola Politécnica da USP desenvolveu o chip Sampa, integrado ao sistema de detecção do experimento Alice, que estuda interações em altas densidades de energia. Marcelo Gameiro Munhoz, professor da USP, destaca a importância do chip Sampa para a ciência brasileira e a pesquisa sobre a origem da massa das partículas. Seu projeto financiado pela FAPESP visa promover a participação de pesquisadores em colaborações globais.
### Desafios e Oportunidades Futuras
O acordo com o CERN não apenas institucionaliza a parceria da FAPESP, mas também proporciona uma visão de planejamento a longo prazo para novos projetos colaborativos. Luiz Vitor de Souza Filho, coordenador-geral da FAPESP, enfatiza que as oportunidades futuras podem ser exploradas de forma mais eficaz.
### Conclusão
O fortalecimento das relações entre a FAPESP e o CERN é um passo vital para a pesquisa em física de partículas no Brasil, promovendo a colaboração e a inovação tecnológica entre cientistas paulistas e suas contrapartes internacionais.
Informações da Agência FAPESP
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