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Impactos Econômicos e Sociais das Pesquisas Financiadas pela FAPESP: Estudo Aprofundado

4 Min

Crescimento da Produtividade Agrícola em São Paulo: Impactos da Ciência e Tecnologia

Entre 1974 e 2020, a produtividade agrícola de São Paulo aumentou 67,6%. A produção de milho, soja e laranja registrou, em termos de toneladas por hectare, crescimento de 2,2%, 1,7% e 1,6% ao ano, respectivamente. Apesar do aumento na colheita, a área destinada à agricultura e pecuária no estado caiu de 16,6 milhões para 15,2 milhões de hectares.

Esse desempenho positivo deve-se, em grande parte, ao investimento em ciência e tecnologia, com destaque para o papel da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), conforme um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os resultados dessa pesquisa foram divulgados em um seminário no dia 10 de julho, promovido pela FAPESP e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, pesquisador do Ipea, reforçou a importância da FAPESP no financiamento da pesquisa agrícola no estado.

Investimentos em CT&I e Crescimento Agrícola

Entre 1976 e 1994, a FAPESP ampliou sua participação nos dispêndios em ciências agrárias de 1% para 15%, atingindo o pico em 1999, quando respondeu por mais da metade dos desembolsos em CT&I. Entre 1974 e 2020, a média dos gastos da FAPESP na área de ciência agrícola foi de 22%.

Esses investimentos também incentivaram a criação de startups com soluções inovadoras para o setor, as chamadas agritechs, que são apoiadas pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

Avaliação do PIPE e Startup

Uma pesquisa da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) está em andamento para avaliar o impacto do PIPE em empresas beneficiárias. O estudo analisa 16 startups, investigando como o PIPE influenciou seus negócios e o uso dos recursos. Segundo o coordenador do estudo, Mario Sérgio Salerno, muitos empreendedores afirmaram que sem o PIPE não teriam iniciado suas empresas, e os recursos foram cruciais para assumir riscos tecnológicos. Além disso, a divulgação nas publicações da FAPESP contribuiu significativamente para a visibilidade de seus negócios.

Impactos na Saúde e inovações Tecnológicas

Na área da saúde, um estudo da Unicamp mensurou os resultados econômicos e sociais de projetos financiados pela FAPESP. Os pesquisadores mapearam 22 casos e selecionaram um protocolo do tratamento de leucemia linfoide aguda (LLA) iniciado em 2009 para estudo. As pesquisas resultaram em um aumento da taxa de sobrevivência das crianças de 70% para 79%.

Contribuição para Políticas Públicas

Por fim, a pesquisa de Unicamp e da Universidade Federal da Bahia analisou quase 100 mil artigos da FAPESP, verificando suas citações em documentos de políticas públicas. Dos artigos analisados, 2.993 foram referenciados, principalmente em áreas como saúde, meio ambiente e segurança alimentar, evidenciando o alinhamento entre as prioridades de financiamento da FAPESP e as necessidades de políticas públicas.

Esses resultados demonstram o impacto significativo da FAPESP na agricultura, saúde e na inovação tecnológica, reafirmando a importância da ciência e tecnologia para o desenvolvimento de São Paulo.

Informações da Agência FAPESP

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