Reflexão sobre o trauma e sofrimento histórico das comunidades judaicas: Pesquisadora analisa impactos do passado.

Por Redação
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A utilização política do trauma para justificar novas formas de violência foi o tema central da 8ª Conferência FAPESP 2024, intitulada “Repensando a Pós-Memória depois de 7 de Outubro”, proferida por Marianne Hirsch, professora emérita da Columbia University e membro da American Academy of Arts and Sciences. Em um momento de intenso conflito no Oriente Médio, Hirsch abordou a instrumentalização ideológica da memória do Holocausto.

Nascida na Romênia, filha de sobreviventes da Shoah, Hirsch é reconhecida como uma autoridade nos estudos da memória, com obras como “The Generation of Postmemory: Writing and Visual Culture After the Holocaust” (2012). Ela destacou a atual escalada do confronto israelense-palestino e como o Holocausto é utilizado como justificativa para a violência contra a população de Gaza.

A palestrante ressaltou a importância de não limitar o Holocausto a um símbolo de sofrimento, mas usá-lo como uma ferramenta para promover justiça e solidariedade, especialmente para com os palestinos. Hirsch enfatizou a necessidade de novas abordagens que possibilitem a cura e interrompam ciclos de violência baseados em traumas transgeracionais.

A conferência também contou com a participação de diversos acadêmicos renomados, que contribuíram para a reflexão sobre a importância de repensar a memória histórica de maneira construtiva. A palestra de Marianne Hirsch ofereceu uma perspectiva urgente sobre a utilização da memória do passado para construir um futuro de paz e compreensão mútua.

Informações da Agência FAPESP

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