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Atividade física pode reduzir impactos do estresse na saúde, aponta estudo com professores

Por Redação
2 Min

A prática regular de atividade física pode ser uma aliada importante para professores lidarem com o estresse e seus impactos negativos na qualidade de vida. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), com apoio da FAPESP, realizaram um estudo que aponta nessa direção. Os resultados foram publicados no International Journal of Environmental Research and Public Health.

A pesquisa envolveu 231 professores de escolas públicas em Presidente Prudente, que relataram seus níveis de estresse por meio de questionários. Cerca de 70% dos participantes afirmaram estar estressados, sendo que 50% apresentaram níveis moderados, 16,8% estresse intenso e 2,8% estresse muito intenso.

Além disso, a qualidade de vida dos professores foi analisada com base em oito conceitos de saúde, como limitações em atividades físicas devido a problemas de saúde e dores no corpo. Os resultados indicaram que os professores com altos níveis de estresse apresentaram menor qualidade de vida em comparação com aqueles com baixo estresse.

Os pesquisadores avaliaram ainda a atividade física habitual dos participantes, considerando diversos aspectos como atividades ocupacionais, prática de esportes e deslocamentos. A análise dos dados mostrou que a relação entre estresse e qualidade de vida foi mitigada em professores fisicamente ativos.

Embora não tenham identificado o mecanismo exato, os pesquisadores sugerem que a prática de exercícios pode influenciar positivamente a qualidade de vida e o combate ao estresse. Eles apontam benefícios como a liberação de endorfina, redução de cortisol e impacto positivo nas relações sociais e sono, entre outros.

Diante desses resultados, os pesquisadores recomendam que ações de promoção à saúde para professores foquem no aumento da prática de atividade física como forma de combater o estresse e melhorar a qualidade de vida. O estudo completo pode ser acessado em: www.mdpi.com/1660-4601/21/1/88.

Informações da Agência FAPESP

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