A importância da educação profissional para o desenvolvimento do país e sua complementaridade à educação superior

Por Redação
2 Min

Com apenas 11% dos alunos do ensino médio cursando alguma educação profissional e apenas 25% dos jovens entre 18 e 24 anos no ensino superior, especialistas apontam a urgência de aumentar a oferta de ensino técnico profissionalizante no Brasil. Durante debate do Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, foi destacado que o país terá um futuro com menos pessoas qualificadas do que o necessário.

De acordo com os especialistas, é fundamental investir mais no ensino técnico para formar mais profissionais qualificados. Tomás Bruginski de Paula, da FAPESP, ressaltou que a adolescência é um momento complexo para decisões educacionais. Ana Inoue, do Itaú Educação e Trabalho, alertou que 88% dos jovens do país estão matriculados na educação pública, tornando crucial o investimento neste setor.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Insper e publicado pelo Itaú Educação e Trabalho apontou que triplicar a oferta de ensino técnico poderia elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2,3%. Em São Paulo, o Centro Paula Souza vem trabalhando para ampliar o número de matrículas em educação profissional, visando a competitividade das empresas no estado.

Professor José Alberto Cuminato, do ICMC-USP, destacou a necessidade de atualização dos profissionais para lidar com as novas tecnologias, como big data e inteligência artificial. O lançamento de um MBA em Ciência de Dados pelo ICMC e CeMEAI visa suprir essa demanda por capacitação.

O evento contou com a presença de Natacha Jones, diretora-executiva do ILP. Para assistir ao debate na íntegra, acesse: [link do vídeo].

Informações da Agência FAPESP

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