Trabalhadores informais protestam em frente à Ceasa, em Simões Filho

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Trabalhadores protestam em frente à Ceasa, em Simões Filho — Foto: Reprodução/TV Bahia

Um grupo de trabalhadores informais que atua na Ceasa de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, iniciou um protesto na manhã desta terça-feira (31) reclamando contra a possibilidade de entrega do local à iniciativa privada e pede para que sejam cadastrados para continuar atuando no centro comercial.

Os manifestantes bloquearam duas faixas da BA-526, conhecida como Cia-Aeroporto, e atearam fogo a pneus e pedaços de madeira, impedindo o acesso à Ceasa. O trânsito não chegou a ser interditado, mas há retenções na via. O congestionamento se estende até a altura da BR-324.

De acordo com a Associação Beneficente do Bairro Nova Esperança, diz que cerca de 2500 trabalhadores informais, como ambulantes, mototaxistas e carregadores de compras, podem ficar sem atuar. Deste total, cerca de 80% moram em bairros da região.

Segundo a entidade, haverá uma consulta pública para possível concessão da Ceasa. Como eles não foram cadastrados para seguirem trabalhando no local, existe a perspectiva de serem impedidos de seguir exercendo o comércio informal no centro comercial.

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), no entanto, diz que foi criada uma comissão – que também reunia trabalhadores informais na Ceasa – e ficou definida qual seria a estratégia para que eles continuem atuando. Segundo o órgão, tudo está disponível no portal de transparência.

A associação afirma uma versão diferente e pede que a consulta pública seja adiada. Os manifestantes querem que os trabalhadores sejam recebidos por uma comissão e ouvidos para que sejam negociadas condições e que eles continuem atuando.

“Trabalho em torno de 28 anos aqui. Vimos um edital que vai sair pelo governo do estado da Bahia de privatização da Ceasa. Queremos analisar o edital, observando que muitas pessoas não estão incluídas, principalmente trabalhador informal, quem trabalha com lanche, trabalhador avulso. Não está incluída essas pessoas”, disse um dos comerciantes no protesto.

Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram enviadas para controlar o incêndio e tentar ordenar o trânsito na rodovia.

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