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Caminhoneiros protestam contra fiscalizações da PRF na BR-324

Eduardo Dias/CORREIO

Cerca de 100 motoristas de caminhões realizaram um protesto contra fiscalizações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na manhã desta segunda-feira (11). A paralisação foi iniciada por volta das 7h no km 609 da BR-324. O trânsito está ficou lento e um engarrafamento foi formado até a entrada do bairro de Águas Claras – que chegava a 30 km de extensão.

De acordo com a PRF, o protesto aconteceu com uma interdição parcial da via, no sentido Feira de Santana e os motoristas seguiram caminhando na rodovia, protestando contra fiscalizações, apreensão e guarda de veículo e outros procedimentos de decorrentes de infrações de trânsito.

Após a caminhada, os motoristas se reuniram numa roda de conversa com agentes da PRF em frente ao Pátio de Guinchamento e Guarda de Veículos da entidade, na BR-324. No local, nove viaturas acompanharam o protesto dos motoristas.

Ainda de acordo com a PRF, entre as reivindicações apresentadas, os motoristas solicitavam a extinção do pátio de remoção de veículos e o fim da atuação de veículos de empresas terceirizados que prestam serviços à entidade para fiscalização das vias e remoção para o pátio da polícia, alegando truculência e ignorância nas abordagens.

Caminhoneiro há 30 anos, um dos lideres do movimento, Wellinton Pinheiro, conversou com inspetores e demais policiais ao lado dos motoristas manifestantes.

Na roda de conversa que durou cerca de 40 minutos, ele revelou que o questionamento principal dos motoristas era a atuação, segundo eles, de maneira irregular da PRF, além do pedido de extinção do pátio.

“Estamos reivindicando as coisas irregulares que o pátio da PRF está fazendo conosco. Nós estamos tomando providências cabíveis para que esse pátio seja extinto. Eles buscam defeitos mínimos em nossos veículos para multar. Defeitos esses que não colocam em risco a segurança da via”, contou o caminhoneiro.

“Queremos andar dentro da lei, da legalidade, para que todos nós possamos ter condições de trafegar nas rodovias federais sem medo de ser abordado. Se formos abordados, que sejamos levados, autuados e liberados para trabalhar”, disse ele, que revelou ainda que os motoristas são oprimidos durante as abordagens dos agentes.

“Não queremos que venham nos oprimir no nosso trabalho. O que eles estão fazendo é levar o veículo para o pátio na sexta-feira e só liberam na segunda e cobram as diárias do final de semana, sendo que nem podemos fazer nada para tirar de lá. Isso nos prejudica, prejudica o frete e o valor final do produto que levamos para o consumidor. Vamos seguir a orientação deles e procurar a Delegacia em Simões Filho, o pátio e a corregedoria para que nossas reivindicações sejam postas na mesa e ver o que vai ser feito. Deixamos claro que nós não queremos andar com irregularidades, queremos andar sem medo. Poder passar no posto da polícia com a tranquilidade de estar regular”, garantiu Wellinton.

Segundo o inspetor Carqueija, os motoristas estão acostumados com um modelo de atuação de maneira antiga, onde eram abordados, autuados e liberados em seguida. Mas, agora, de acordo com o código nacional de trânsito, é necessário que a PRF reboque o veículo para o pátio e que o problema identificado seja resolvido lá.

“A PRF tem cada vez mais aperfeiçoado a sua maneira de trabalhar. E, de acordo com o código nacional de trânsito, nós conseguimos efetuar a nível nacional as licitações dos pátios para remoção e guarda dos veículos. Antigamente, havia situações que a gente abordava os veículos, notificava e depois liberava para resolverem, hoje em dia isso não é mais possível. O correto é levarmos o veículo para o pátio para ser regularizado lá. As despesas geradas por conta disso são inerentes à própria conduta dos motoristas”, explicou o inspetor.

Sobre a atuação da empresa terceirizada e a conduta dos agentes federais durante as abordagens, o inspetor orientou que os motoristas procurem a corregedoria da PRF e apresentem as denúncias para que apurações sejam feitas e medidas cabíveis sejam tomadas.

“Alguns deles reclamam de maus-tratos, de ignorância de agentes nas abordagens, reclamações diversas, mas a nossa orientação para todos eles é que, em situações como essas, devem ser relatadas na corregedoria da PRF e no Ministério Público para apurações. Tenho certeza que os policiais agem de maneira eficiente, dentro das normas estabelecidas”, afirmou.
Correio24

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