
Uma mulher, que não teve a identidade divulgada, com cerca de oito semanas de gestação, perdeu o bebê quando estava no chão da parte externa de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Guanambi, sudoeste da Bahia, na noite de sábado (31).
O caso revoltou um moradora que também estava na UPA em busca de atendimento. Ela fez um desabafo na rede social.
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Por meio de relato no Facebook, ela contou que a mulher estava no chão, gemendo de dor e gritando, sem receber socorro. Ela conta que chamou os funcionários da UPA, mas a mulher só foi atendida quando já perdia o bebê e com muito sangramento.
A assessoria da prefeitura da cidade negou que houve demora no atendimento e afirmou que a mulher não tinha conhecimento da gravidez.
A moradora que fez o relato também afirmou que a equipe da unidade encaminhou a gestante para o Hospital Regional de Guanambi. Ela também disse que a grávida mora no bairro Alto Caiçara, que fica na cidade.
“Fiquei impressionada. Ela estava soltando o feto e perdendo muito sangue. Foi quando corri e fui buscar atendimento médico. Eles só atenderam quando ela já estava soltando o feto e sangrando muito mesmo”, afirma o relato, que teve mais de 900 compartilhamentos até a manhã desta segunda-feira.
“Vamos compartilhar para que chegue até às autoridades para que o atendimento médico mude”, consta em um trecho da postagem.
A assessoria da prefeitura de Guanambi disse que a mulher chegou à unidade se queixando de cólicas menstruais, sem saber da gravidez. A prefeitura diz que ela passou por triagem da enfermaria depois de 5 minutos de espera.
Em seguida, um funcionário da UPA chamou a gestante para uma consulta médica, mas ela estaria do lado de fora da unidade fumando e acabou não sendo atendida, de acordo com a assessoria.
A prefeitura alega ainda que ela passou mal e perdeu o bebê 15 minutos depois da entrada na UPA e que a equipe da unidade fez o possível para o atendimento da gestante, antes de encaminhá-la ao Hospital Regional de Guanambi.
A assessoria informou ainda que a mulher tem transtorno psiquiátrico e é paciente do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade. A prefeitura não divulgou a identidade da mulher.
