Nova Portaria Interministerial Fortalece Formação na Saúde no Brasil
Em um passo significativo para melhorar a formação de profissionais de saúde, os Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS) publicaram a Portaria Interministerial nº 4/2026. Esta nova regulamentação visa modernizar e fortalecer a Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), estabelecendo diretrizes claras para o credenciamento, supervisão e avaliação dos Programas de Residência em Área Profissional da Saúde (Praps).
A portaria não apenas regulamenta os processos de formação, mas também institui o Programa Nacional de Bolsas para Residências em Área Profissional da Saúde. Esta iniciativa busca ampliar a oferta de vagas e proporcionar um suporte financeiro crucial para a formação de novos especialistas, especialmente em um momento em que o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta desafios significativos.
A residência em saúde é uma pós-graduação lato sensu focada na educação em serviço, abrangendo áreas como enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição e farmácia, com exceção da medicina. Os programas terão uma duração mínima de dois anos, com carga horária de 60 horas semanais, podendo ser oferecidos nas modalidades multiprofissional, que integra pelo menos três diferentes áreas da saúde, ou uniprofissional, focando em uma única categoria.
Um dos principais objetivos da nova regulamentação é alinhar a formação às necessidades do SUS, considerando o perfil epidemiológico da população brasileira. Com isso, espera-se que a formação de especialistas esteja mais conectada às demandas reais da sociedade, contribuindo para a melhoria da atenção à saúde no país.
A CNRMS terá um papel central na supervisão e regulação dos programas, com responsabilidades que incluem credenciamento e recredenciamento de instituições, autorização e renovação de programas, além da realização de avaliações educacionais e visitas in loco. O funcionamento de programas sem a devida autorização será considerado uma irregularidade administrativa, sujeita a penalidades severas, como o descredenciamento da instituição.
A estrutura da comissão inclui um Plenário, uma Câmara Recursal e Câmaras Técnicas, garantindo uma abordagem colaborativa e diversificada na tomada de decisões. Representantes de diferentes setores, incluindo instituições de ensino, gestores do SUS, conselhos de saúde e residentes, terão voz ativa nas deliberações.
A avaliação dos programas será fundamental, levando em conta a infraestrutura das instituições, a qualidade dos projetos pedagógicos e a qualificação dos preceptores e tutores. Um Banco de Avaliadores será criado para apoiar esses processos, promovendo um padrão elevado de qualidade na formação.
Com essa nova portaria, o governo brasileiro dá um passo decisivo em direção à qualificação da formação de profissionais de saúde, um investimento crucial para o fortalecimento do SUS e a melhoria da saúde pública no país.
Com informações da Agência Gov
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