Saúde envia 50 agentes para combater chikungunya em Dourados

Por Redação
3 Min

Ministério da Saúde Intensifica Combate à Chikungunya em Dourados (MS)

O Ministério da Saúde lançou uma ofensiva significativa contra a chikungunya em Dourados, Mato Grosso do Sul, com a chegada de novos agentes de combate às endemias focados exclusivamente nas comunidades indígenas da região. Ao todo, 50 profissionais foram mobilizados, com 20 já iniciando suas atividades na última sexta-feira (3 de abril). Os outros 30 agentes estão previstos para chegar até o dia 6 de abril, alinhando-se a um esforço abrangente para conter a propagação da doença.

A secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, enfatizou a relevância desse reforço. “Esses profissionais serão decisivos nessa força-tarefa, pois, além de conhecerem o território, fortalecem o cuidado direto nas comunidades”, declarou. A expectativa é que, até junho, 6 mil cestas básicas sejam distribuídas aos indígenas, uma colaboração entre a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social e a Defesa Civil.

Adicionalmente, a resposta emergencial inclui a liberação de R$ 900 mil para ações de vigilância e controle da chikungunya. A Força Nacional do SUS (FN-SUS) já está atuando na região desde 17 de março, com mais de 1.400 atendimentos realizados em aldeias como Jaguapiru e Bororó. As equipes têm se mobilizado para atender à demanda, incluindo visitas domiciliares e ações de educação em saúde.

Os números são alarmantes: conforme dados de 4 de abril, Dourados registrava 3.596 notificações de chikungunya, sendo 1.314 confirmados. A predominância dos casos ocorre nas aldeias indígenas, onde 914 foram confirmados, representando 69,6% do total. Para combater a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde planeja instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas, essenciais na interrupção do ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor da chikungunya.

A mobilização também conta com o suporte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que enviou medicamentos para tratamento, e da Defesa, com a presença de militares do Exército Brasileiro reforçando as atividades de controle.

Os desafios são imensos, mas a resposta do Governo do Brasil envolve uma articulação interministerial, unindo esforços de diversas esferas para garantir a saúde e segurança das populações mais vulneráveis. O foco é não apenas na resposta imediata, mas também na promoção de melhorias permanentes na atenção à saúde indígena, garantindo que essa população tenha acesso a cuidados adequados e contínuos.

O apelo é claro: a prevenção é fundamental. O Ministério da Saúde recomenda que a população reserve 10 minutos por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito, uma tarefa simples que pode fazer uma grande diferença na luta contra a chikungunya.

Edjalma Borges – João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Com informações da Agência Gov

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