Lula promove reforma agrária e apoio à agricultura familiar

Por Redação
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O Futuro do Campo: Lula e a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável

Na última terça-feira, 24 de março, Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília. O evento, que se estenderá até o dia 27, reúne representantes de todo o Brasil para discutir políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, com foco na agricultura familiar, reforma agrária e direitos dos territórios quilombolas.

Durante seu discurso, Lula destacou as conquistas já obtidas pelo governo, ressaltando que o programa Desenrola Rural renegociou dívidas de 507 mil agricultores, totalizando R$ 23 bilhões. O Plano Safra deste ano já contabiliza um milhão de operações e R$ 37 bilhões contratados. O presidente também mencionou investimentos significativos em iniciativas como a Floresta Produtiva, que recebeu R$ 557 milhões para a recuperação de terras degradadas, e o Coopera Mais Brasil, que destina R$ 40 milhões para fortalecer 530 organizações da agricultura familiar.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, enfatizou a importância da soberania alimentar e da transição para a agroecologia, abordando a necessidade de uma alimentação saudável e de qualidade para a população. “Saímos do Mapa da Fome, mas agora precisamos garantir que o nosso povo tenha acesso a alimentos de verdade, produzidos pela agricultura familiar”, afirmou.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, trouxe à tona a relevância dos quilombos como espaços de resistência e inovação. “O Ministério da Igualdade Racial está comprometido em trabalhar ao lado de vocês por um Brasil rural sustentável e antirracista”, declarou, ressaltando o papel dos quilombolas na luta contra a crise climática.

Entre as principais ações do evento, destaca-se a assinatura do decreto de regulamentação do Programa Garantia Safra, que visa aumentar a resiliência dos agricultores do semiárido às mudanças climáticas. Além disso, foram formalizados nove decretos de desapropriação de áreas destinadas a comunidades quilombolas, beneficiando 590 famílias e abrangendo 12 mil hectares.

A conferência também lançou um conjunto de chamadas públicas de inovação, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com um investimento de R$ 150 milhões. Esses recursos serão utilizados para desenvolver soluções tecnológicas e sustentáveis para a agricultura familiar, abrangendo áreas como bioinsumos e aquicultura de espécies nativas.

O evento é um marco na retomada da participação social na formulação de políticas públicas e na construção de um novo ciclo de desenvolvimento rural sustentável. Com o tema “Uma agenda política de transformação agroecológica para o Brasil Rural”, a conferência mobilizou mais de 40 mil participantes nas etapas preparatórias, resultando em cerca de 1.000 propostas que orientarão os debates.

“Se temos um povo organizado e um governo comprometido, é possível construir um projeto popular para o nosso país, com reforma agrária, agroecologia e inclusão social”, destacou Ceres Hadich, representante da Coordenação Nacional do MST. Assim, a 3ª CNDRSS se configura não apenas como um espaço de diálogo, mas como um catalisador de mudanças profundas e necessárias para o futuro do Brasil rural.

Com informações da Agência Gov

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