Supercopa Feminina: Mobilização contra violência à mulher na final

Por Redação
3 Min

Supercopa Feminina: Vitória em Campo e Luta Contra a Violência

A final da Supercopa Feminina, realizada na tarde do último sábado (7/2) na Arena Barueri, em São Paulo, não apenas fez história pelo resultado em campo, mas também pela mobilização em torno do enfrentamento à violência contra a mulher. Com 2.576 torcedores presentes, o Palmeiras conquistou seu primeiro título da competição ao vencer o Corinthians nos pênaltis, por 5 a 4, após um empate no tempo regulamentar.

A partida foi marcada por uma significativa ação de conscientização promovida pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Essa iniciativa faz parte de uma estratégia nacional para a prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres. Durante o evento, a Tenda Lilás realizou diversas atividades, incluindo a distribuição de viseiras e adesivos, além de uma ação simbólica em campo com a exibição de uma faixa contendo a mensagem “Não passe pano para a violência contra a mulher. Seja um aliado. Proteja. Denuncie. Ligue 180”.

A presidenta do Palmeiras, Leila Pereira, expressou seu orgulho em participar da campanha e ressaltou a importância do papel das mulheres em posições de liderança no futebol. "Não passe pano para a violência. Denuncie sempre. Me sinto honrada de fazer parte dessa campanha", afirmou. Já o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, destacou as ações internas do clube para prevenir e enfrentar a violência, ressaltando a distribuição de cartazes informativos e a criação de um setor de orientação.

As torcedoras também tiveram voz ativa na mobilização. Fátima, uma das presentes no estádio, enfatizou a necessidade de empatia e apoio às mulheres que enfrentam situações de violência. "É preciso ter um olhar mais sensível, ajudar e dizer ‘estou ao seu lado’. Muitas vezes, a mulher não denuncia porque não tem apoio", disse. Joelma, outra torcedora, completou que o envolvimento masculino é crucial: "Os homens precisam se posicionar e mostrar que se importam, que têm mães e filhas. Não pode haver essa lógica de que com uma mulher não pode, mas com outra pode."

Além da Supercopa Feminina, a mobilização contra a violência foi uma constante em outros grandes eventos do futebol brasileiro, incluindo o clássico Fla x Flu e a final da Supercopa Rei, entre Corinthians e Flamengo. Essas iniciativas ampliam a mensagem de que, dentro e fora dos estádios, não há espaço para a violência contra as mulheres.

A final da Supercopa Feminina foi, portanto, um marco não só para o futebol, mas também uma poderosa plataforma de conscientização social, reforçando que a luta contra a violência de gênero deve ser uma prioridade para toda a sociedade.

Com informações da Agência Gov

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