Abrascão 2025: SUS como Pilar Estratégico da Saúde Nacional

Por Redação
3 Min

Abertura do Congresso de Saúde Coletiva 2025: Desafios e Perspectivas para o SUS

Neste sábado (29), Brasília foi palco da abertura do Congresso de Saúde Coletiva 2025, também conhecido como Abrascão. O evento, que acontece até o dia 3 de dezembro, reuniu uma diversidade de participantes, incluindo pesquisadores, gestores e profissionais de saúde, todos com um objetivo comum: debater os desafios da saúde pública no Brasil. A cerimônia, enriquecida por apresentações culturais e homenagens, destacou a relevância do Sistema Único de Saúde (SUS) em um contexto de constantes transformações sociais e políticas.

Um dos momentos mais aguardados da noite foi a conferência magna do secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda. Diante de uma plateia atenta, Massuda fez uma análise contundente do atual momento vivido pelo SUS. Para ele, o fortalecimento do sistema não deve ser visto como um mero conjunto de serviços, mas sim como um projeto civilizatório essencial para o desenvolvimento do país. “O Brasil precisa reafirmar o SUS como projeto de país, baseado na equidade, na solidariedade e na garantia de direitos”, afirmou.

Massuda ressaltou que os avanços conquistados desde a redemocratização são prova da potência do SUS, mas alertou sobre os riscos de retrocesso caso não haja um investimento contínuo, coordenação nacional e valorização da ciência. O secretário enfatizou a importância da pesquisa científica nas decisões em saúde, afirmando que “nenhuma política de saúde pública se sustenta sem base científica sólida e sem capacidade de gestão”. Ele ressaltou que crises recentes, como a pandemia de COVID-19, expuseram tanto o potencial quanto as fragilidades das estruturas públicas brasileiras.

Outro ponto destacado por Massuda foi a desigualdade social, considerada o maior determinante das iniquidades em saúde no Brasil. Ele enfatizou que o país tem buscado implementar políticas intersetoriais que enfrentem a pobreza, o racismo estrutural e a desigualdade regional, fatores que, segundo ele, “se traduzem diretamente em adoecimento e morte evitável”.

O Congresso de Saúde Coletiva 2025 se propõe a ser um espaço de diálogo e reflexão sobre temas cruciais, como o financiamento do SUS, inovação em saúde pública e participação social. Com cerca de 40 atividades organizadas pelo Ministério da Saúde e outras tantas em que o ministério é convidado, o evento promete fomentar discussões que podem impactar diretamente a vida dos brasileiros.

À medida que o congresso avança, a expectativa é que as ideias e propostas apresentadas possam contribuir para um SUS mais forte e resiliente, capaz de enfrentar os desafios do século XXI e garantir a saúde como um direito fundamental de todos os cidadãos.

Com informações da Agência Gov

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