Brasil e México: Uma Nova Era de Cooperação Comercial
Na busca por modernizar e fortalecer laços comerciais, Brasil e México estão revisando protocolos comerciais que datam de mais de 20 anos. Esta iniciativa foi uma das prioridades da recente missão liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocorreu na semana passada no México. O objetivo é atualizar os acordos de complementação econômica e facilitar investimentos, ampliando as oportunidades de negócios entre os dois países.
Esse esforço não é uma resposta imediata ao contexto internacional, especialmente às tarifas impostas por Donald Trump, mas sim um movimento estratégico que começou em setembro do ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também realizou uma missão diplomática ao México. Durante essa visita, Lula participou da posse da presidenta Claudia Sheinbaum e promoveu diálogos com empresários de ambos os países, buscando abrir novos mercados e expandir as relações comerciais.
As relações entre Brasil e México têm se mostrado promissoras, com um crescimento significativo nas exportações brasileiras de carne bovina, que aumentaram 250% desde o início do atual governo. Em 2023, o comércio bilateral atingiu um recorde de mais de US$ 14 bilhões, indicando um potencial inexplorado que ambos os países estão determinados a explorar.
Leia Também
Durante a visita de Alckmin, um compromisso bilateral foi firmado para revisar os acordos comerciais existentes, eliminando entraves que surgiram ao longo do tempo. Alckmin destacou que o atual ACE-53, que cobre apenas 12% do fluxo bilateral, é insuficiente e que é necessário um entendimento mais abrangente para expandir as possibilidades de comércio.
As negociações incluem não apenas a revisão de tarifas de importação, mas também acordos que envolvem setores estratégicos como saúde, biocombustíveis e agricultura. A assinatura de um documento de cooperação entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o governo mexicano, por exemplo, visa o desenvolvimento de vacinas e terapias baseadas na tecnologia de RNA mensageiro, marcando um passo importante para a soberania sanitária de ambos os países.
Claudia Sheinbaum, ao receber Alckmin, expressou otimismo em relação às negociações, ressaltando a importância da cooperação em desenvolvimento econômico e científico. Além disso, memórias de entendimento em áreas como vigilância sanitária e biocombustíveis foram assinadas, prometendo um intercâmbio de tecnologias e experiências que beneficiarão ambos os países.
A visão de Lula para o futuro das relações comerciais é clara: ele busca não apenas expandir mercados, mas também promover uma irmandade econômica entre Brasil e México, superando medos históricos relacionados à competição com os Estados Unidos. Em suas palavras, "não quero brigar com os Estados Unidos. Quero fazer negócios".
O cronograma de negociações, apresentado por Alckmin, prevê que os debates entre setores produtivos sejam concluídos até julho de 2025, com a assinatura dos novos acordos prevista para agosto de 2026. Essa revisão e atualização dos acordos comerciais não apenas fortalecerão as economias de ambos os países, mas também criarão um ambiente mais favorável ao crescimento sustentável e à integração econômica na América Latina.
À medida que Brasil e México avançam em direção a um futuro mais colaborativo, as expectativas são altas para que essa nova fase de cooperação traga benefícios mútuos e contribua para o crescimento de suas economias.
Com informações da Agência Gov
Curtiu? Siga o Candeias Mix nas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram, e Google Notícias. Fique bem informado, faça parte do nosso grupo no WhatsApp e Telegram.