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Fazenda aumenta previsão do PIB e corta estimativa de inflação 2025

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Crescimento e Inflação: Perspectivas Econômicas do Brasil em 2025

O cenário econômico do Brasil ganhou novos contornos com a recente edição do Boletim Macrofiscal, divulgado na última sexta-feira (11/7) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. As novas projeções indicam um leve aumento no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, passando de 2,4% para 2,5%. Além disso, a estimativa de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi ajustada de 5% para 4,9%.

Durante a coletiva de imprensa, Guilherme Mello, secretário de Política Econômica, ressaltou a tendência de convergência entre as expectativas do mercado e as previsões da SPE, um fenômeno que tem se consolidado nos últimos dois anos. Essa sinergia é importante, pois sinaliza um clima de confiança nas políticas econômicas adotadas pelo governo.

A melhoria nas projeções de crescimento é atribuída à resiliência do mercado de trabalho, que tem demonstrado um desempenho superior ao esperado no consumo das famílias, mesmo em um ambiente de política monetária restritiva. Para 2026, a expectativa de crescimento se mantém em 3,6%, reafirmando uma trajetória de recuperação econômica. No entanto, para o segundo trimestre de 2025, a previsão é de desaceleração, com crescimento de apenas 0,6% na margem trimestral.

Outro ponto de destaque é a revisão da expectativa de inflação, que se beneficia da valorização prevista do real frente ao dólar e da taxa de inflação abaixo do esperado nos meses anteriores. Em um contexto mais amplo, Raquel Nadal, subsecretária de Política Macroeconômica, apontou que o Brasil está criando “novos empregos e empregos com qualidade”, refletindo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Entretanto, as projeções ainda não consideram a recente elevação das tarifas de importação dos Estados Unidos, que passaram de 10% para 50%. Guilherme Mello enfatizou que, embora essa medida possa ter impactos setoriais, o Brasil está menos dependente do mercado norte-americano do que há duas décadas. A diversificação da pauta exportadora oferece ao país melhores condições para redirecionar seu comércio.

A elevação tarifária pode, por outro lado, ter um efeito deflacionário no mercado interno, aumentando a oferta de produtos como carne e café, que são destaque nas exportações. As exportações brasileiras representam cerca de 18% do PIB, sendo que aproximadamente 12% deste total é destinado aos Estados Unidos.

Em termos de mercado de trabalho, a taxa de desemprego caiu de 6,5% em março para 6,1% em maio, enquanto a taxa de participação e a taxa de informalidade também mostraram melhorias. Essa recuperação econômica é um sinal positivo para a sociedade brasileira, que busca estabilidade e crescimento sustentado.

O Boletim Macrofiscal traz, portanto, uma visão otimista e realista da economia brasileira, apontando para um futuro promissor, mas que depende de vigilância e adaptação às dinâmicas globais. A mensagem é clara: o Brasil está se reerguendo, mas os desafios permanecem.

Com informações da Agência Gov

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