Na manhã desta quinta-feira (10), o comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, afirmou em entrevista que os policiais envolvidos na operação que resultou na morte de dois jovens na localidade do Canto dos Pássaros, em Barra do Jacuípe, arcarão com as consequências se forem considerados culpados. O incidente ocorreu na manhã da última terça-feira (8), quando uma equipe da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizava patrulhamento na orla de Camaçari, nas proximidades da Estrada da Cetrel.
De acordo com a nota da PM, os agentes teriam sido recebidos a tiros, levando ao revide que resultou nos ferimentos fatais de dois jovens, identificados como Gilson Jardas de Jesus Santos, de 18 anos, e Luan Henrique, de 20 anos. No entanto, familiares e vizinhos contestam essa versão. Relatos indicam que os jovens foram levados para dentro de uma casa por policiais, e logo em seguida, foram ouvidos disparos. Os familiares chegaram ao local rapidamente e registraram vídeos dos corpos ensanguentados, mas não foram encontradas evidências que comprovassem a posse de armas pelas vítimas. A PM, por sua vez, informou que apreendeu pistolas, uma espingarda e uma arma de brinquedo no local.
O coronel Antônio Carlos expressou solidariedade às famílias das vítimas e destacou que já foram iniciadas medidas investigativas preliminares. Ele afirmou que o Ministério Público foi acionado para acompanhar o caso e reiterou que, se houver erro por parte dos policiais, eles serão responsabilizados. “Minha Polícia Militar não é de erros, é uma polícia em busca constante por acertos”, declarou o comandante-geral.
Em conclusão, o caso do Canto dos Pássaros levanta questões importantes sobre a atuação da polícia e a necessidade de transparência nas investigações. A sociedade aguarda respostas e justiça para as famílias afetadas.