“O Carnaval poderá retroceder os avanços que vêm sendo alcançados no controle da pandemia da Covid-19”, afirma UFBA

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UFBA suspende aulas na segunda-feira (Foto: Divulgação)

O Comitê de Assessoramento do Coronavírus da Universidade Federal da Bahia (UFBA) divulgou neste sábado (27), uma nota se posicionando sobre a possibilidade de realização do Carnaval durante a pandemia da Covid-19.

A instituição afirma que “o Carnaval poderá fazer retroceder os avanços que vêm sendo alcançados no controle da pandemia da Covid-19. No final de fevereiro de 2022, ainda haverá transmissão comunitária ativa do vírus SARS CoV-2 no Brasil e, em consequência, ocorrência de casos novos de Covid-19.”

A UFBA reforça que “a possibilidade da ocorrência de novas variantes virais aumenta com a persistência da transmissão e novas infecções da Covid-19.”

“Além disso, considerando a maior transmissibilidade da variante Delta, que atualmente predomina largamente no Brasil, a evolução da pandemia nos próximos meses dependerá da proporção da população suscetível à infecção e, principalmente, do nível de exposição das pessoas ao vírus, diretamente relacionado à implementação efetiva das medidas protetivas, especialmente do uso de máscara e distanciamento social, evitando sobremaneira aglomerações, e da elevação da cobertura vacinal”, diz a nota.

Atualmente, de acordo com a UFBA, a cobertura da população com vacinação completa (duas doses ou dose única) é de 62,0% no Brasil, porém, varia de 38,0% no Amapá a 75,8% em São Paulo. Na Bahia, essa cobertura é de 54,6%.

Para a Universidade, esses níveis ainda são insuficientes para a proteção populacional segura contra novas ondas da pandemia. A variação na cobertura vacinal contra a Covid-19 entre as regiões e estados indica que a circulação viral em um determinado local pode crescer, favorecendo o aumento da frequência de novos casos da doença.

A instituição ainda completa dizendo que “com a ocorrência de uma nova onda da pandemia, caso seja realizado o Carnaval, toda a população será afetada, com aumento da incidência da doença e o retorno de medidas mais restritivas, e não somente aqueles que se beneficiam diretamente, seja economicamente ou festivamente, deste evento. A experiência recente dos países da Europa, dos Estados Unidos e Reino Unido, com terceiras e quartas ondas ainda mais violentas que as anteriores, indica o que poderá ocorrer entre nós.”

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