Bahia se destaca como líder em energias renováveis com eólica e solar

Por Redação
3 Min

A Bahia se destaca como um polo de energias renováveis no Brasil, beneficiada por seu elevado potencial natural, expansão da capacidade instalada e significativo impacto econômico nos municípios.

O estado da Bahia tem se consolidado como protagonista no cenário nacional de energias renováveis, especialmente nos setores eólico e solar. De acordo com os dados dos Informes Executivos de Eólica e Solar, divulgados em março pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), a combinação de condições naturais favoráveis e políticas de incentivo tem sido fundamental para o crescimento contínuo dessas fontes de energia.

No que diz respeito à geração eólica, a Bahia se posiciona como líder nacional, respondendo por aproximadamente 37% da produção do Brasil em 2025, um avanço notável em comparação aos anos anteriores. O estado opera 381 usinas, com uma potência total outorgada de 11,8 GW, resultando em investimentos que somam R$ 77 bilhões e a criação de cerca de 118 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Somente em janeiro de 2026, foram gerados 2.498 GWh, volume capaz de atender milhões de residências.

O secretário em exercício da SDE, Aécio Moreira, destaca que o desempenho do setor eólico é impulsionado por um diferencial estratégico: o “corredor de ventos”. Essa área é caracterizada por ventos constantes, estáveis e unidirecionais, fatores que asseguram alta eficiência operacional dos parques eólicos.

No segmento solar, a Bahia também ocupa uma posição de destaque no Nordeste, tanto na geração centralizada quanto na distribuída. O estado conta com 101 usinas em operação e uma potência total de 2,97 GW, tendo gerado 397 GWh em janeiro de 2026. Além disso, a capacidade instalada na geração distribuída alcança 2,5 GW, abrangendo todos os 417 municípios baianos.

O crescimento da energia solar é sustentado pelos altos níveis de irradiação, que superam 6 kWh/m² por dia, e pela estabilidade climática ao longo do ano. Em 2025, o estado ampliou sua capacidade instalada em cerca de 16% na geração centralizada e 23% na distribuída.

Os dois segmentos de energia não apenas contribuem para a matriz energética, mas também têm um impacto econômico significativo. Durante a implementação dos projetos, especialmente no setor eólico, observa-se um aumento na arrecadação municipal, especialmente via ISS, além da geração de empregos e a dinamização das economias locais.

Com um potencial estimado em centenas de gigawatts para expansão e condições naturais privilegiadas, a Bahia se mantém como referência nacional na transição energética, equilibrando crescimento econômico, interiorização do desenvolvimento e o fortalecimento de uma matriz energética limpa e sustentável.

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