Diálogo entre SDE e Ibama promove energia e mineração na Bahia

Por Redação
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Uma reunião realizada nesta quarta-feira (21) reuniu equipes técnicas e contou com a participação da diretora de Licenciamento Ambiental do órgão federal

 

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) promoveu, na quarta-feira (21), um encontro com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para discutir o acompanhamento e o encaminhamento de projetos estratégicos nas áreas de energia e mineração. O objetivo principal do encontro foi fortalecer o diálogo institucional e colaborar na construção de soluções conjuntas, que visam aumentar a fluidez dos processos relacionados a empreendimentos considerados prioritários para o crescimento do estado.

Estiveram presentes representantes da SDE, do Ibama e da Neoenergia Coelba. A diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Cláudia Jeanne da Silva Barros, trouxe esclarecimentos técnicos e institucionais sobre os procedimentos de licenciamento ambiental. Além disso, os representantes da Neoenergia Coelba contribuíram para as discussões, apresentando informações atualizadas sobre os projetos em andamento.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, avaliou de forma positiva o resultado do encontro e enfatizou a importância do diálogo contínuo entre os órgãos. “A reunião foi extremamente produtiva e demonstra que a interlocução institucional é essencial para a construção de soluções coletivas. Avançamos em entendimentos significativos que permitem maior fluidez aos processos, sempre priorizando a segurança jurídica, a responsabilidade ambiental e os benefícios concretos para a Bahia. Esse alinhamento é crucial para que os investimentos progridam e cumpram sua função no desenvolvimento do estado”, ressaltou.

No setor de mineração, foram discutidas iniciativas relacionadas a terras raras, com ênfase no projeto da Borborema Mineração, uma empresa de capital australiano controlada pela Brazilian Rare Earths, listada na Bolsa de Valores da Austrália (ASX). A empresa detém 285 direitos minerários ativos, abrangendo mais de 440 mil hectares na região que se estende de Amargosa a Jequié.

 

De acordo com informações fornecidas pela empresa, os estudos realizados confirmaram a viabilidade das terras raras nas áreas com Relatórios de Pesquisa Aprovados. Em virtude desse resultado, a empresa deu início, em março de 2025, ao processo de licenciamento ambiental do Projeto Monte Alto, sob a supervisão do Ibama.

 

Com a fase de produção prevista para começar em 2029, o projeto contempla a instalação de uma unidade para a produção de concentrado de terras raras, com investimentos estimados em R$ 500 milhões nos municípios de Ubaíra e Jiquiriçá. A proposta visa avançar na cadeia produtiva, antecipando uma segunda fase industrial voltada para a separação de óxidos de terras raras, que exigirá um investimento de pelo menos R$ 3 bilhões e terá uma capacidade inicial de cerca de 10 mil toneladas por ano.

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